Publicado em: 12 de julho de 2013
“Olá, Franssinete:
Você disse tudo na sua postagem em defesa da música clássica.
Infelizmente, no Brasil, vende-se a falsa ideia de que a ópera, a música de qualidade, a chamada música clássica – que eu prefiro chamar de música erudita – é coisa de gente rica e elitista, como se os músicos, como você fala, não fossem tão trabalhadores como qualquer operário, com anos de estudo e mal assalariados.
A origem disso tudo vem do pensamento de muitos que consideram a música como um simples entretenimento ou diversão. Os músicos são profissionais e o seu trabalho digno é sua fonte de sobrevivência pessoal e de sua família. É uma arte. Depende de vocação, muita dedicação e estudo.
Idêntico desprezo acontece com o direito autoral. A mídia, em geral, divulga o intérprete, mas omite o criador da obra.
Quando fui Presidente da Associação Amigos do Theatro da Paz, uma de minhas metas era a regularização trabalhista e previdenciária dos integrantes da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz e da Amazônia Jazz-Band.
Como você sabe, tive que pedir demissão dessa função, com poucos meses de atividade, porque o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) editou uma Resolução vedando o magistrado de exercer outra função, ainda que não remunerada (como era o meu caso), salvo um cargo de magistério.
Manifesto, enfim, minha solidariedade e apoio à sua postagem em defesa da música!
(Música de qualidade é apenas música. Não gosto da divisão entre popular e erudito. Há músicas de qualidade e músicas horríveis, no popular e no erudito. Creio que há músicas populares de notória erudição; e músicas eruditas muito populares. Algumas coisas chamadas de “música” são qualquer coisa…. barulho….menos música. Ainda assim, merecem respeito).
Parabéns!
Abraços,
Vicente Malheiros da Fonseca – magistrado e compositor”
NOTA DO BLOG: Agradeço e louvo o importantíssimo apoio de quem sabe avaliar com precisão o que se passa. E concordo com meu eterno professor: a música de qualidade é apenas música. Fiz a distinção apenas porque o post se refere ao equívoco a ser desfeito. O debate se anunciava autofágico, e eis que precisamos pensar a cultura como ela é, espraiada em todas as suas nuanças.









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