Em uma aula prática da Faculdade de Medicina da Unifamaz, ontem, o professor Marcus Vinícius Henriques de Brito, visivelmente impaciente com a aluna que deveria demonstrar intubação em um boneco, questionou a falta de lubrificação prévia do paciente, ao que…

Na quarta-feira passada, dia 24, a audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal, em Brasília, era para discutir a gravíssima situação na Terra Indígena Yanomami, mas o clima de enfrentamento entre bolsonaristas e lulistas inviabilizou…

O prefeito Edmilson Rodrigues anunciou que Belém tem condições de fazer o Carnaval 2022, após reunião hoje (25) à tarde com representantes das escolas de samba e blocos carnavalescos. Ele acredita que com mais de 80% de pessoas vacinadas contra…

Em 17 de dezembro de 1999, a Assembleia Geral das Nações Unidas designou o 25 de novembro Dia Internacional da Eliminação da Violência contra a Mulher. Passados 22 anos, os dados do 14° Anuário Brasileiro de Segurança Pública são aterrorizantes: por…

Memória social

Foto e Fotomontagem: Ivete Nascimento/Agência Museu Emílio Goeldi
Dois pesquisadores do Museu Emílio Goeldi, integrantes do Grupo de Trabalho do Tocantins na busca e identificação dos restos mortais e da contextualização das mortes de quem fez parte da história da Guerrilha do Araguaia, gravaram relatos de guerrilheiros, ex-guias, moradores, ex-soldados e camponeses.
Os que viveram os horrores dos ‘anos de chumbo‘ revelam que a memória não é apenas instrumento ideológico, mitológico e não confiável, mas, sobretudo, instrumento de luta, acesso à igualdade social e à conquista da identidade.
Os nativos criam ricas representações para explicar e entender o que ocorreu ali. Por exemplo, que o guerrilheiro Osvaldão era encantado, se transformava em cachorro, virava fumaça, e que só foi capturado porque cochilou e não deu tempo dele se encantar. Osvaldo Orlando da Costa, militante do PCdoB, participou desde 1966 de combates na região do Araguaia, conhecida como “Bico do Papagaio”, no Sul e Sudeste do Pará, e foi morto pela patrulha militar em meados de 1974.
A gente não se sente só traumatizado, mas se sente vítima… Porque a gente nem sabia o que estava acontecendo. Eles [os militares do alto escalão] diziam que eram guerrilheiros financiados por Cuba, pela China, de outros países, treinados por outros países, para vir tomar o Brasil. Era essa a informação que nós tínhamos dos comandantes generais. Então, a gente ia fazer aquilo com orgulho, pensando que tava defendendo o Brasil de uma invasão estrangeira. A gente ia pro tudo ou nada. Eles diziam: ‘se eles tomarem o país, a tua família vai ser sacrificada’. Aquilo era uma maneira deles levantarem o brio do soldado, a moral do soldado”, conta Dorimar, um dos atuantes na guerrilha ao lado do Exército, que hoje preside uma associação que reivindica indenização para os que como ele foram envolvidos no conflito.
Leiam a íntegra do interessante e emocionante material, na seção “Últimas Notícias”, do site do Uruá-Tapera.

Compartilhar

Share on facebook
Share on twitter
Share on pinterest
Share on vk
Share on tumblr
Share on pocket
Share on whatsapp
Share on email
Share on linkedin

Conteúdo relacionado

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *