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O Governo do Pará, em parceria com a Fundação Lymington, vai soltar dez ararajubas (Guaruba guarouba) neste sábado (13), às 9h, no Parque Estadual do Utinga Camillo Vianna. A espécie chegou a ser classificada por instituições de pesquisa como extinta nos arredores de Belém, mas na última década o Projeto de Reintrodução e Monitoramento de Ararajubas na Região Metropolitana de Belém já conseguiu reintroduzir mais de 50. Na ocasião, o governador Helder Barbalho anunciará a renovação do Acordo de Cooperação Técnica com a Fundação Lymington, a fim de viabilizar a terceira etapa do projeto. A expectativa é de que até 2025 mais de cem ararajubas sejam reintegradas à natureza.

Antes da soltura, os animais passam por treinamentos diários, durante cinco a seis meses, com biólogos, veterinários e demais especialistas, para que aprendam a voar, a se alimentar com frutos nativos e a reconhecer predadores.

O nome tem origem tupi-guarani e significa “papagaio amarelo”. A plumagem amarela tem mesclas de penas esverdeadas em sua coloração dorsal. Outra característica das ararajubas é a sua vocalização: o som alto emitido ecoa por longas distâncias. É uma ave que se alimenta de frutos típicos da região amazônica, como açaí, muruci e ajiru. Quando os filhotes nascem, o grupo conta com um “ajudante de ninho” para auxiliar nos cuidados parentais. Cada ninhada tem de dois a três ovos, e a espécie vive em bandos de sete a vinte indivíduos. As ararajubas são territorialistas e defendem seu grupo em um espaço determinado. Seu bico curvo é adaptado para quebrar sementes.

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