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Milhares de filhotes de quelônios retornaram à natureza durante as ações do Projeto Pé-de-Pincha, em Terra Santa e Oriximiná, no oeste do Pará. A soltura reuniu comunitários e parceiros dos dois municípios, marcando o momento final de um trabalho de conservação ambiental, que devolveu à natureza 55.899 filhotes, sendo 52.168 tracajás, 875 iaçás, 2.577 tartarugas e 279 irapucas.

O Projeto Pé-de-Pincha se consolidou como uma das mais importantes iniciativas de conservação de quelônios da Amazônia. A soltura é a fase final do ciclo de acompanhamento e monitoramento em 31 comunidades, resultado do trabalho conjunto entre moradores, instituições de pesquisa e parceiros como Mineração Rio do Norte, Universidade Federal do Amazonas, Universidade Federal do Oeste do Pará, Ibama e as prefeituras de Oriximiná e Terra Santa.

A coordenadora do projeto em Oriximiná e representante da UFAM, Sandra Azevedo, explica que os resultados têm sido significativos ao longo dos anos. “Quando o Pé-de-Pincha chega em uma área, aumenta a quantidade de peixe, a biodiversidade e todo o equilíbrio do meio. Muitos dos animais que desovam aqui hoje são filhotes produzidos ao longo do projeto. Essas tartarugas estão voltando para desovar no local onde habitavam antigamente”.

Para os comunitários, participar da soltura representa um sentimento de cuidado e responsabilidade com a natureza. O projeto também é resultado da troca de conhecimentos entre comunidades e instituições de ensino. “A gente aprende muito com os comunitários, porque eles têm a vivência do dia a dia, conseguimos entender melhor o processo e perceber que esse trabalho gera resultados para as próximas gerações quando juntamos o conhecimento da universidade com o conhecimento deles”, conta a estudante de Ciências Biológicas da Ufopa, Andreiva Araújo, 29 anos.

A voluntária Maria Pontes também ressalta o significado emocional e comunitário do trabalho desenvolvido pelo projeto. “Para nós, isso significa muita coisa. Principalmente por causa dos filhotes, que vão crescer e permanecer para as novas gerações. É algo que fica para o futuro”.

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