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A primeira Superlua de 2026, no dia 3 de janeiro, será ainda mais especial: a lua cheia estará próxima de Júpiter, o planeta mais brilhante da noite. O fenômeno pode ser observado a olho nu e é chamada “Lua do Lobo” porque, nesta época do ano, era comum ouvir lobos uivando no Hemisfério Norte.   A chuva de meteoros Quadrântidas terá seu pico também em 3 de janeiro. Isso torna as condições de observação desfavoráveis, pois o luar apagará a maioria dos meteoros fracos. Ainda assim, algumas bolas de fogo brilhantes podem ser vistas.

Uma combinação bonita e perfeita para começar o ano das 13 Luas Cheias apreciando o céu.

A Lua do Lobo carrega simbolismo forte em várias culturas. Representa proteção e comunidade, como o uivo do lobo que reforça os laços do “bando”. Muitas pessoas aproveitam para refletir, fortalecer a intuição e valorizar relações importantes. Também é vista como momento de definir intenções e reconhecer a força interior. Essas interpretações não são astronômicas, fazem parte do folclore e do imaginário popular.

As Quadrântidas são, na verdade, uma das “três grandes” chuvas de meteoros no planeta Terra. As outras duas são as Perseidas e as Geminídeas.

A origem das Quadrântidas era incerta até 2003, quando o astrônomo Peter Jenniskens concluiu que o corpo progenitor dessa chuva de meteoros é o asteroide 2003 EH1. Por sua vez, 2003 EH1 pode estar relacionado ao cometa C/1490 Y1, observado por astrônomos chineses, japoneses e coreanos há 500 anos. Se 2003 EH1 for de fato o corpo de origem das Quadrântidas, então essa corrente é — junto com as Geminídeas — a segunda grande chuva que se origina de um asteroide e não de um cometa.

Todas as chuvas de meteoros são batizadas em homenagem a uma constelação onde se localiza seu ponto radiante. Mas as Quadrântidas parecem ser a exceção, porque seu ponto radiante está localizado na constelação de Boötes, perto do asterismo Grande Carro.

Essa grande chuva de meteoros de janeiro foi batizada em homenagem a uma constelação antiga e não mais utilizada, chamada Quadrans Muralis, criada pelo astrônomo francês Jerome Lalande em 1795. Juntamente com algumas outras, a Quadrans Muralis foi retirada da lista de constelações modernas em 1922. A maior parte da Quadrans Muralis acabou na Boötes, mas as Quadrântidas mantiveram o seu nome, tprovavelmente porque já existe uma chuva de meteoros menor que emana da Boötes durante janeiro: as Boötídeas.

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