0
 






A Procuradoria Geral da República apura corrupção na concessão de serviços públicos à Aegea em seis estados e 20 municípios, de 2010 a 2018. A investigação foi instaurada após revelação do pagamento de R$ 63 milhões a prefeitos, governadores e fiscais, em delação premiada do ex-CEO Hamilton Amadeo e do ex-diretor da empresa Santiago Crespo.



Diante da falta de água diária em quase todos os bairros da região metropolitana de Belém, e da precariedade extrema no abastecimento domiciliar no interior do Pará, a deputada estadual Lívia Duarte (PSOL-PA) oficiou ao Procurador Geral da República, Paulo Gonet, solicitando que as investigações de corrupção incluam a outorga dos serviços de saneamento básico do Pará à Aegea em 11 de abril de 2025, através de leilão no qual foi a única habilitada e vencedora, pelo prazo de 40 anos. Em outros ofícios ao Tribunal de Contas da União e ao Ministério Público Federal, Lívia Duarte reforça o pedido de investigação.


Paralelamente, a parlamentar lançou uma petição pública contra a privatização dos serviços da Cosanpa, que expõe o colapso no abastecimento de água enfrentado pela população paraense desde que entrou em operação a concessionária Águas Pará, pertencente à Aegea.


A Aegea arrematou 3 dos 4 lotes da companhia postos em leilão, no valor de cerca de R$ 1,4 bilhão em outorgas, que incluem a Região Metropolitana de Belém e outras regiões, como o Marajó, o Nordeste, o Sudeste e o Sudoeste do Pará, totalizando o atendimento de 99 dos 144 municípios paraenses, cerca de 70% dos municípios do estado.




Pedido de suspensão de licença da Belo Sun contesta validade de consulta a indígenas na Volta Grande do Xingu

Anterior

Parazão 2026 pega fogo: possível RE-PA na final e gigantes sob pressão na reta decisiva

Próximo

Você pode gostar

Mais de Notícias

Comentários