Publicado em: 3 de março de 2026
A Justiça do Rio de Janeiro negou o habeas corpus solicitado por três dos quatro indivíduos foragidos, acusados de envolvimento em um estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos. O desembargador Luiz Noronha Dantas, da 6ª Câmara Criminal, foi responsável pela decisão.
O caso, que permanece sob segredo de Justiça, e que tem forte repercussão social e indignação pública, envolve detalhes que não foram divulgados, incluindo os recursos que foram negados. Até o momento, os acusados não foram capturados, e a busca por eles continua. Os foragidos, são Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos, João Gabriel Xavier Bertho, de 19 anos, Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19 anos, e Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, que é filho do subsecretário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa, órgão vinculado à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro.
A secretária de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Rosangela Gomes, manifestou sua indignação em relação ao crime, ressaltando que sua gestão é pautada pela defesa dos direitos das mulheres. Em nota, ela expressou solidariedade à vítima e à sua família, afirmando que a Secretaria da Mulher está oferecendo apoio jurídico e psicológico à jovem.
O inquérito da 12ª DP de Copacabana revela que a vítima foi atraída ao apartamento de um amigo de seu ex-namorado, de 17 anos, na noite de 31 de janeiro. O adolescente que a convidou sugeriu que ela trouxesse uma amiga, mas a jovem compareceu sozinha. Ao chegar, foi levada a um quarto, onde, apesar de sua recusa inicial, foi forçada a se submeter a atos de violência sexual por parte de cinco homens, incluindo seu ex-namorado.
A polícia obteve evidências substanciais, incluindo imagens de câmeras de segurança que documentaram a chegada dos suspeitos ao apartamento e a saída da vítima. Conversas por WhatsApp entre a jovem e o adolescente também foram apresentadas como parte do inquérito.
O exame de corpo de delito confirmou lesões que indicam violência física, com a perícia encontrando escoriações e sinais de agressão sexual. A defesa de um dos acusados, João Gabriel Bertho, nega as acusações e argumenta que existem mensagens que sugerem consentimento por parte da jovem para a presença dos outros rapazes no quarto.
O Colégio Pedro II, onde dois dos acusados estudam (Vitor Hugo Oliveira Simonin e o adolescente de 17 anos), anunciou que já havia tomado medidas disciplinares contra eles por comportamentos inadequados em outras ocasiões. Ambos já respondiam a processo disciplinar interno por agressão dentro do colégio e agora está em andamento o processo de desligamento dos estudantes.
O Portal dos Procurados divulgou cartazes com os nomes dos quatro jovens envolvidos, solicitando informações que possam levar à captura deles.










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