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A Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, no bairro da Campina, em Belém do Pará, é tombada como Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico e Cultural. Data da segunda metade do século XVII e é uma joia da cultura parauara. Inicialmente uma pequena ermida, erguida pelo esforço dos negros escravisados, foi projetada pelo arquiteto italiano Antônio Landi, que também ajudou a construí-la.

Mas turistas e fiéis têm dificuldade para visitar a igreja, que fica na esquina das ruas Padre Prudêncio com a Aristides Lobo, porque a calçada e a pracinha em frente, todos os dias da semana, são tomadas pela sujeira, emaranhado de fios elétricos e telefônicos arrebentados, um cenário de abandono e terra arrasada.

Para agravar ainda mais, o Restaurante Popular entrega as refeições para as pessoas comerem na rua, faça sol ou faça chuva, situação humilhante, mas a fome fala mais alto. Após as refeições os restos de comida espalhados servem de alimento a ratos e pombos, que proliferam no local, e as vasilhas acumulam água, funcionando como criadouro do mosquito da dengue, o que, em consequência, gera doenças para os moradores da área e temor de quem pensa em frequentar a Igreja do Rosário.

A população do bairro da Campina, especialmente os vizinhos e os frequentadores da Igreja do Rosário, pede socorro e teme que providências sejam tomadas somente após o acontecimento de uma desgraça.

Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, presidente da Academia Paraense de Jornalismo, membro da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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