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A Plataforma Zebrafish do Instituto Butantan, órgão ligado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, lançou o projeto “A Ciência no feminino: explorando o Zebrafish”, a fim de aproximar meninas de 13 a 17 anos de vivências em laboratório e características do universo da ciência.
Um dos objetivos da idealizadora do projeto, a pesquisadora científica do Laboratório de Toxinologia Aplicada Monica Lopes Ferreira, é incentivar a ciência como carreira futura para meninas. Nesse sentido, a Plataforma Zebrafish, dedicada ao estudo do peixe conhecido como zebrafish ou paulistinha (Danio rerio), funciona como porta de entrada para as áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática.


“Na tecnologia, por exemplo, usamos microscópios e softwares para observar o movimento do peixe, a atividade do coração, além de equipamentos específicos para estudar o animal. A engenharia está nas estruturas e nos sistemas onde o zebrafish é criado. E a matemática está em tudo, desde os cálculos para o acasalamento até a contagem de embriões e o percentual de sobrevivência”, explica.

Escolas interessadas na iniciativa podem entrar em contato com a equipe via plataforma.zebrafish@butantan.gov.br. O projeto é aberto a instituições de ensino públicas e privadas, com observações em laboratório e atividades em ambiente escolar.
O zebrafish é um peixe pequeno de água doce que se assemelha em 70% com o ser humano – em relação a certas doenças, chega a parecer em 84%. Por essa razão é utilizado como modelo experimental em pesquisas científicas, podendo substituir modelos animais tradicionais, como ratos e camundongos.

Outras iniciativas de divulgação científica realizadas pela Plataforma Zebrafish já comprovaram o potencial desse contato. Ao final delas, os estudantes escrevem cartas contando sobre a experiência no laboratório. Em deles uma criança contou que, apesar de não querer seguir carreira científica, passou a se imaginar como ilustradora após contato com um dos seis livros usados na atividade da qual participou. Em outro relato, uma estudante disse: “Eu sempre sonhei que podia, mas não sabia que podia”.

A escolha do zebrafish também aproxima a ciência da sociedade. Nesse contexto, surgiram iniciativas como a Plataforma Zebrafish, criada em 2015, que reúne atividades voltadas ao público, e projetos como o Paulistinha Chega às Escolas, que leva o conhecimento científico para dentro das salas de aula.

As ações dialogam com um princípio que orienta o trabalho desenvolvido ao longo dos anos: a ideia de que a ciência precisa ser acessível e compartilhada. “Para mim, ciência só é ciência quando ela é compartilhada com a sociedade”, afirma Mônica.


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