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Iconografia arqueológica Tapajoara


Abre hoje, às 19h, no Sesc Santarém, a exposição “Design de superfície na Amazônia: referências visuais da iconografia arqueológica do Oeste do Pará no desenvolvimento de estampas têxteis”, da designer Luciana Leal, servidora da Universidade Federal do Oeste do Pará, que se inspirou em parte da iconografia tapajônica para a criação de 20 estampas para tecidos, dando novos significados à herança dos Tapajós. O projeto, do Instituto de Artes do Pará, já foi exibido em Belém, em dezembro de 2014, no IAP. O músico Fábio Cavalcante, também servidor da UFOPA, criou um arranjo especialmente para um desfile de moda com os tecidos de Luciana. As estampas ficarão disponíveis para download em sítios especializados. Por enquanto, é possível conferir o catálogo com os resultados do projeto aqui.

Há cerca de mil anos, os Tapajós habitavam a região Oeste do Pará. A etnia indígena foi extinta, mas fragmentos da sua cultura sobrevivem até hoje.  É provável que pertencessem ao tronco linguístico caribe, que se estendia da América Central à margem norte do rio Amazonas. Segundo o professor do curso de Arqueologia Claide Morais, o período áureo desse povo remonta ao ano 1000, quando a organização política e a estrutura urbana eram muito mais complexas do que a encontrada na época da colonização. 

Santarém está destruindo os sítios arqueológicos sem qualquer controle dos órgãos responsáveis pela preservação da memória. A UFOPA realiza o salvamento em parte de um deles, o Porto, na área que pertence à instituição, no projeto coordenado por Claide Morais. 

Para produzir as estampas, a designer se inspirou no acervo do Laboratório Curt Nimuendajú, da UFOPA, que reúne, além das cerâmicas tapajônicas, centenas de objetos arqueológicos das mais diversas origens, como restos de fauna, carvões de fogueiras, sementes carbonizadas de outros povos mais antigos ou contemporâneos da Amazônia, sobretudo do Pará, Amazonas e Roraima. “Grande parte da coleção tapajônica vem de achados fortuitos, que são de pessoas que não estão trabalhando com material arqueológico, sabem de sua importância e o trazem para o acervo”, revela Claide. 

O primeiro contato de Luciana com o acervo foi em 2011, quando produziu um catálogo de formas e ornamentos dos artefatos arqueológicos. O material serviu de base para a criação da mostra permanente “Azulejos dos Tapajós”, no próprio Laboratório, e a coleção “Tapajós” da sua marca de bolsas, “Matinta Criada”.
Para este trabalho mais recente, ela fotografou cerca de 300 peças. Dentre as figuras que chamam atenção, o urubu está presente em quatro de suas criações. Ela explica: “Os urubus eram considerados pelos índios como o animal que leva a alma dos mortos para o céu”. Tem também tartaruga, cotia, morcego, cachorro-do-mato e coruja, além de formas humanas. Outro ponto curioso são os vários sentidos que podem ser atribuídos a uma única peça: De cada ângulo que se olha, é possível visualizar uma coisa diferente. 

A mostra vai até este sábado, 24, no Sesc Santarém (Rua Floriano Peixoto, 535 – Centro).

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