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Hora de combater o trabalho infantil

O uso da mão de obra
infantil é cada vez maior no mundo. Seis milhões de crianças são traficadas por
ano para trabalhar sob ameaça de agressão ou restrição física. Os dados são da
ONU.
O trabalho forçado é
parte de um problema ainda maior. Há 215 milhões de trabalhadores com idade
inferior a 18 anos em todo o mundo, e mais de metade labuta em condições
perigosas. Nos Estados Unidos, o Departamento do Trabalho publica uma “lista de
bens produzidos por trabalho infantil ou trabalho forçado”, que menciona 134
bens (incluindo decoração, roupas, eletrônicos, sapatos, joias, acessórios de
moda e brinquedos) produzidos em 74 países, ditos “em desenvolvimento” – o Brasil inclusive – onde pais pobres vendem
seus filhos para atravessadores acreditando que eles receberão cuidados e educação
gratuita, e que seus salários ajudarão a família.
Na China, onde 85% dos
brinquedos do mercado americano são produzidos, crianças fazem carrinhos da
Disney, um dos itens mais vendidos no Natal. Estudo recente da empresa de
avaliação de risco Maplecroft mostrou que as cadeias produtivas em 76 países
estão em “risco extremo” de envolver o trabalho infantil, em algum momento –
número superior aos 68 países que estavam nas mesmas condições no ano passado.
Mas a própria história
de combate ao trabalho infantil no início do século XX aponta o caminho para
uma solução. Em 1912, Lewis Hine fotografou crianças de cortiços de Nova York
costurando bonecas e exibiu essas imagens ao lado de fotografias de crianças de
classe média, brincando com as mesmas bonecas no Central Park. O choque levou a
Assembleia Legislativa do Estado a proibir no ano seguinte a fabricação de
bonecas e roupas de criança, entre outros itens, em cortiços.
Em cartum de 1913, a
revista Life capturou o contraste de
uma criança trabalhando, fazendo um brinquedo de pelúcia, com uma criança
privilegiada que mais tarde iria brincar com ele. E, em um livro popular de
1914, chamado “Children in Boundage”,
o autor escreveu que as crianças dos cortiços foram “perdendo seus corpos e
almas para dar um pouco de alegria para as restantes.”
Florence Kelley
introduziu o “White Label” (Selo
Branco, em inglês), dado a empresas que se recusaram a vender produtos com
emprego de trabalho infantil. Na época do Natal, os consumidores eram
orientados a comprar só em lojas com o selo. O movimento ajudou a impulsionar a
abolição efetiva do trabalho infantil mais industrial nos EUA em 1938.
A mídia digital e as
redes sociais também podem ser armas eficazes nesse bom combate. A exemplo do
localizador ‘Feira‘, que ajuda a encontrar
lojas próximas que vendem produtos de comércio justo, a criação de um aplicativo
específico para mercadorias livres de trabalho infantil poderia servir ao nobre
propósito de extirpar esse câncer social.
Afinal, as escolhas que os
consumidores fazem no mercado têm o poder de inverter essa perversa tendência
do trabalho infantil global. E não há época mais oportuna para tentar resolver
a questão.

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