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Cá para nós – e o pessoal que acompanha o Círio – ficou muito estranho o prefeito Edmilson Rodrigues não ter sido convidado para acompanhar a comitiva do presidente Emmanuel Macron em Belém do Pará. Mil e duas teorias da conspiração foram concebidas e explicitadas ao pé do ouvido, nas mesas de bares e restaurantes e, claro, nos grupos de WhatsApp parauaras.

Ouvindo aqui e ali, soube que a Presidência da República disse que não tinha vaga. Mas e os ministros do Turismo Celso Sabino e das Cidades, Jader Filho; Mauro Vieira, das Relações Exteriores; Marina Silva, do Meio Ambiente; Sonia Guajajara, dos Povos Indígenas; e Ricardo Neiva Tavares, embaixador do Brasil na França, que tiveram a oportunidade de estar perto de Lula e Macron?  A primeira-dama Janja, que a rigor estaria impedida por causa do protocolo, pela ausência da primeira-dama da França, Brigitte Marie-Claude Macron, bateu o pé e fez valer a sua autoridade junto a Lula. Vieram com o presidente francês e príncipe de Andorra (pequeno país entre França e Espanha, onde ele divide a função com Joan Enric Vives, bispo de Urgel, que é nomeado pelo papa, único local do mundo onde os chefes de Estado não são cidadãos do país e são escolhidos por um país estrangeiro), o ministro de Europa e dos Negócios Estrangeiros, Stéphane Séjourné; a secretária de Desenvolvimento e Parceiras Internacionais do Ministério de Europa e dos Negócios Estrangeiros, Chrysoula Zacharopoulou; e o embaixador da República Francesa no Brasil, Emmanuel Lenain.

Por que a presidência da República fez isso? Lula abandonou Edmilson Rodrigues?

A versão oficial é o protocolo do Itamaraty, que limitou a delegação brasileira tendo em vista a regra de paridade com a delegação do país convidado. Por sua vez, o presidente Lula fez questão de ser recepcionado na Base Aérea pelo prefeito e aliado histórico Edmilson Rodrigues (PSol), ocasião em que reafirmou Belém como sede da COP30, em 2025. “Isso tudo para o desespero dos “seca pimenteira” de plantão”, alfinetou uma antenadíssima fonte.

Ed teve o privilégio de um almoço privê com ninguém menos que o cacique Raoni Metuktire e seus parentes. Mas a refeição foi na residência do casal de jornalistas Nice Tupinambá e Aldenor Jr., ele o chefe de gabinete do prefeito. Que não convidou o secretariado, muito menos os demais próceres do PSol. Ai, ai…

Perguntei ao meu amigo filósofo mudo de Oriximiná o que ele pensa de toda essa fofoca e ele sussurrou: “_Humm… hummmmmmm”

Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, presidente da Academia Paraense de Jornalismo, membro da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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