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Filhotes de tartaruga marinha soltos na MoNa Atalaia

Duzentas tartaruguinhas da espécie Eretmochelys imbricata, chamadas popularmente tartaruga-de-pente, que figuram em risco de extinção na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais das espécies ameaçadas, foram soltas ontem (20) na Ponta da Sofia, dentro da Unidade de Conservação Monumento Natural do Atalaia, no município de Salinópolis, nordeste paraense. No sábado passado (18), 248 outros filhotes de tartarugas marinhas também foram devolvidos ao seu habitat lá. Desses, 50 eram da espécie Lepidochelys olivácea – conhecida como tartaruga oliva – igualmente ameaçada de extinção.

A nova soltura corresponde ao segundo ninho dos três monitorados pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio), na MoNa Atalaia, em parceria com a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMASAL), Projeto Suaranã e comunidade local.

O período de desova começou em abril, mês em que as primeiras tartarugas chegam à procura de local para fazer as covinhas e depositar os ovos. A postura ocorre geralmente à noite, quando a areia não está tão quente. Cada tartaruga pode colocar entre 100 e 200 ovos em cada ninho e o período de incubação é de 45 a 60 dias. Esses animais podem viver mais de cem anos, e alcançam, quando adultas, mais de dois metros de comprimento curvilíneo, dependendo da espécie.

A faixa de areia escolhida para desova recebeu sinalização para evitar tráfego de veículos e banhistas, e ações de depredação dos ninhos, que recebem uma proteção com tela, para evitar ataques. O monitoramento das fêmeas e das covas é feito diariamente por técnicos do Ideflor-Bio e instituições parceiras.

A MoNa Atalaia tem dunas, restingas, manguezais e lagos, flora exuberante, fauna residente e migratória, que utiliza a área para alimentação, refúgio e berçário natural durante a época de reprodução, de abril a outubro.

A eclosão dos ovos dessa nova ninhada iniciou no final da tarde do domingo, 19. Antes das solturas, os técnicos e demais parceiros retiram os filhotes das covas e realizam a biometria, para melhor compreensão quanto à rota migratória, crescimento e outras informações. Para a realização de todo o processo, o Ideflor-Bio conta com biólogos do projeto Suruanã e da Secretaria Municipal de Salinópolis, além de voluntários parceiros.

O Monumento Natural Atalaia é uma Unidade de Conservação incluída na categoria de Proteção Integral, que não permite a habitação e o uso direto dos recursos naturais. Instituída a partir do Decreto Nº 2.077 de 23 de maio de 2018, tem área de 256,58 hectares, abrangendo a Ilha do Atalaia, o popular Lago da Coca-Cola e adjacências.

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