Publicado em: 15 de janeiro de 2026
Os trabalhos já começaram para Remo e Paysandu, que dão os primeiros passos rumo à temporada 2026 do futebol paraense. O Leão Azul optou por uma pré-temporada fora do Estado, utilizando a estrutura do CT do Retrô, em Pernambuco, enquanto o Papão manteve suas atividades em Belém, incluindo um jogo-treino diante do Cametá. A temporada abre oficialmente neste domingo, dia 18, com a disputa da Supercopa Grão-Pará, entre Remo e Águia. Para os dois titãs do nosso futebol, porém, o grande foco do ano está no Campeonato Brasileiro: o Remo encarando o desafio da Série A e o Paysandu mirando o acesso à Série B 2027.
No Baenão, a palavra de ordem é ambição. O Remo sabe que precisará de um elenco robusto para suportar a exigência de uma temporada em alto nível, e os movimentos no mercado indicam isso. Reforços de peso, como Yago Pikachu e Patrick de Paula, simbolizam um projeto que busca mesclar experiência, qualidade técnica e identificação com o torcedor azulino.
Além dos nomes de impacto, o clube também trabalha para dar profundidade ao elenco, algo indispensável para quem vai disputar competições longas e desgastantes. Os treinamentos realizados em Pernambuco tiveram como objetivo principal o ganho físico e o entrosamento inicial, preparando o grupo para um calendário que exigirá regularidade desde o início.
À frente desse processo está Juan Carlos Osório, treinador de currículo internacional e ideias bem definidas. O colombiano tenta implantar um modelo de jogo intenso e propositivo, aproveitando as características dos novos reforços e da base já existente. O Remo estreia no Parazão no dia 24, contra o Bragantino, e poucos dias depois, no dia 28, encara o Vitória-BA na abertura da Série A, em Salvador-BA, em um teste imediato da consistência desse novo Leão.
Do outro lado da Avenida Almirante Barroso, o Paysandu vive um momento de reconstrução que vai além das quatro linhas. O clube estreia no Campeonato Paraense no domingo, dia 25, contra o São Raimundo-PA, em Belém, em um reencontro simbólico com sua gigantesca torcida, que segue sendo um dos maiores patrimônios bicolores.
Dentro de campo, os reforços ainda são tímidos, reflexo de uma estratégia mais cautelosa. A diretoria demonstra inclinação em valorizar jogadores oriundos da base, apostando em um fortalecimento gradual do elenco para chegar competitivo à Série C. A estratégia exige paciência, mas também pode render frutos a médio prazo.
Fora das quatro linhas, a batalha é intensa. A reorganização administrativa, a partir da crise de credibilidade aprofundada desde 2017, é um desafio recorrente. Ainda assim, há um razoável nível de confiança do torcedor, muito em função das presenças do ex-presidente Alberto Maia, do executivo Marcelo Sant’Ana e do treinador Júnior Rocha, que representam estabilidade e conhecimento do ambiente bicolor.
Com isso, as emoções dos torcedores de Paysandu e Remo já estão plenamente mobilizadas para o novo ano. A temporada 2026 promete ser inesquecível, marcada por grandes desafios, expectativas elevadas e, como sempre, pela paixão que move o futebol paraense.








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