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O economista, geólogo e professor João Cláudio Arroyo, mestre em Economia e doutorando do Programa de Pós Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente Urbano da Universidade da Amazônia, de onde é docente e coordenador do projeto de extensão em Economia Solidária/Projeto Andorinhas, e do Programa de Pós graduação em Gestão do Conhecimento para o Desenvolvimento Socioambiental/Mestrado Profissional Interdisciplinar,  defende sua tese de doutorado nesta terça, dia 20, às 18h, no auditório D200 da Unama Alcindo Cacela. O acesso é livre e gratuito.

A tese trata do potencial da Economia Solidária como inovação no comportamento econômico, focado em um modelo de desenvolvimento baseado na qualidade de vida e na identidade cultural das populações locais, de modo a garantir a sustentabilidade na Amazônia e em outras regiões.

Pesquisador em Economia Solidária e adepto da necessidade de aplicação das teorias acadêmicas para transformar a realidade, o professor João Cláudio Arroyo prova sua tese através da Rede Andorinhas de Economia Solidária, articulando a comercialização de produtos regionais, sustentáveis, cooperativa de mobilidade humana (taxistas), moda sustentável e coleta seletiva remunerada como Sistema Econômico a partir da base da cooperação. A pesquisa também teve pontos focais em Rio Branco (AC), Boa vista(RR) e Macapá ( AP).

“Outro ponto importante das conclusões é que se não entendermos e valorizarmos o que somos, também não daremos valor ao que já temos, valorizando mais o “de fora”, percepção que nos manterá subordinados a outras nações”, observa o doutorando, complementando que “ a COP não vem para escutar, vem para dizer o que nós temos pra fazer. Taí a nova receita: a crise é climática, não é do modelo econômico. A solução é a bioeconomia, que eles que acabaram com seus ecossistemas, vão nos ensinar, ignorando que estamos aqui há 12 mil anos sem devastar e sem miséria até eles chegarem em 1.500. O financiamento, também está resolvido, crédito de carbono, que, na melhor das hipóteses, institui o direito do poluidor comprar a liberação para continuar poluindo. Daí a importância do Fórum Protagonismo Amazônida, outra referência da tese, já que a metodologia foi qualitativa e o autor pode dialogar com as elaborações mais recentes”.

Diretor geral do Instituto Saber Ser Amazônia Ribeirinha, onde trabalhou, até 2016, projeto de desenvolvimento solidário de comunidades em parceria com o Unicef, atualmente fazendo consultorias em gestão estratégica, João Cláudio Arroyo é membro do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, autor dos livros “Amazônia: Desenvolvimento Sustentável em debate”, editado pelo Fórum da Amazônia Oriental(FAOR) em 1997; “Solidariedade & Sucesso – A experiência do Banco do Povo de Belém”, 1ª e 2ª edições pela Prefeitura de Belém em 2003, “Economia Popular e Solidária – Alavanca para o Desenvolvimento Sustentável”, editado pela Editora Fundação Perseu Abramo em 2007, “Estudos Estados Brasileiros Pará”, Editora Fundação Perseu Abramo, 2016, “Economia não é Bicho Papão”, editado por Amazônia Bookshelf em 2017, “Economia na perspectiva da Economia Solidária”, editado pelo Centro de Formação em Economia Solidária Amazônia II em 2017, e “Como lidar com uma Amazônia Sensível”, 2021, Editora Unama.

Jornadas e Descobertas em Pobres Criaturas, de Yorgos Lanthimos

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