Publicado em: 27 de março de 2026
Inicio estas palavras com o coração elevado em gratidão ao Grande Arquiteto do Universo, por permitir a realização deste momento singular. Agradeço aos meus pais, aos meus irmãos e à minha família, cujo apoio é o alicerce de minha trajetória. Estendo este reconhecimento aos confrades, seus familiares e aos amigos que prestigiam esta solenidade.
Pertenço a uma estirpe de policiais militares: sou herdeiro do exemplo do irmão de meu avô, Paulino Rodrigues que honrou o cargo de Comandante-Geral da PM do Maranhão, de meu pai e de meus três irmãos, também oficiais da PMPA. Ao longo de mais de meio século servindo a esta bicentenária força, testemunhamos fatos e convivemos com vultos que protagonizaram a história do Brasil, da Amazônia paraense e da nossa briosa “Brigada de Fontoura”.
A ideia desta Academia germinou em diálogos com meu irmão, o Tenente-Coronel Tomaz, e floresceu através do intercâmbio intelectual com os confrades Ivanildo Alves, Célio Simões, Francisco Garcia, Itamar Gaudêncio, Américo Sena, Marco Rocha, Fernando Bilóia, Claudio Santos e Flaviano Gomes, dentre outros.
O propósito central deste projeto é salvaguardar a extraordinária história da Corporação de Fontoura, cujos feitos ecoam desde o Império até a República. Relembramos a bravura em episódios como a Guerra do Paraguai, os conflitos na Guiana Francesa e as diversas revoltas e revoluções que moldaram nossa nação até os dias atuais. Nossos Patronos foram inspirados por esse legado de servir à Pátria, ao Estado e à sociedade, muitas vezes com o sacrifício da própria vida. Eles são, por direito, os exemplos que nortearão as futuras gerações deste Silogeu.
Nossos membros empossados representam a melhor cepa de nossa sociedade e da excelência intelectual, unindo militares estaduais, professores, escritores, poetas e músicos. Destaco, com orgulho, a presença e participação de personalidades como o músico de renome internacional Aurino Quirino “Pinduca” Gonçalves; o jurista Dr. Ivanildo Ferreira Alves, Presidente da Academia Paraense de Letras; e o Dr. Clementino Augusto Ruffeil Rodrigues, Procurador do Ministério Público Militar Federal, membro titular do Conselho Nacional dos Ministérios Públicos do Brasil.
Nascemos sob a égide da Democracia e da Liberdade de Expressão. Nossa missão, embora humilde em sua origem, é ambiciosa em seu alcance: desejamos despertar a sensibilidade para as letras e artes, valorizando a vocação literária e artística de nossos quadros.
Queremos ser uma porta aberta para a sociedade e, primordialmente, um refúgio para os membros da corporação de Fontoura. Aos homens e mulheres que convivem diariamente com a dura rotina de violência e conflito, oferecemos a oportunidade de explorar o que há de mais sublime na natureza humana através da arte. Temos certeza de que somente o conhecimento modifica comportamentos, eleva a autoestima e refletirá no desempenho profissional. Este é o nosso grande desafio e a nossa árdua missão.
Este marco jamais seria alcançado sem a visão estratégica de nosso Comandante-Geral, que sabiamente acolheu este projeto que hoje se torna realidade, e o apoio absoluto do Chefe da Casa Militar da Governadoria do Estado.
Expressamos nossa gratidão:
• Ao Dr. Vicente Malheiros da Fonseca, pela brilhante composição de nosso hino;
• À Professora Felícia Asmar e sua equipe, pela autoria de nosso fardão acadêmico;
• Ao cerimonialista Guto Delgado, pelo empenho na organização desta solenidade;
• À Pró-Reitora Irene Noronha e ao Magnífico Reitor da FIBRA, Professor Vicente Noronha, pela cessão deste auditório e pelo suporte logístico indispensável.
Finalizo com a convicção de que somente o conhecimento é capaz de transformar comportamentos e elevar a autoestima, refletindo diretamente na excelência do desempenho profissional e humano. Que a ciência e o saber guiem nossos passos para atingirmos plenamente os objetivos desta Academia.
Vida longa à Academia de Letras e Artes da Polícia Militar do Pará!
Muito obrigado.





















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