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Pouco mais de 21 anos após o início da imigração nipônica no Brasil, 16 de setembro de 1929 é o marco histórico do desembarque do primeiro grupo de imigrantes do Japão em Belém, composto por 43 famílias, num total de 189 pessoas, atraídas por terras na Amazônia. O maior núcleo se estabeleceu na região do Acará – que nos anos 1940 se tornou Tomé-Açu. Outras colônias  nipônicas significativas se fixaram em Monte Alegre e Castanhal. Todas cresceram de forma exponencial. Para fazer justiça a um povo cuja trajetória integra a própria história do Brasil e, em particular, da Amazônia e do Pará, projeto de autoria do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Márcio Miranda(DEM), institui o Dia Estadual da Imigração Japonesa no Pará, a ser celebrado anualmente no dia 16 de setembro. 

Ao longo dos tempos, os japoneses acreditaram no Pará como uma nova terra prometida. Com seu trabalho, metodologia e disciplina, contribuíram para o crescimento do Estado. Sua influência é múltipla e indissociável, seja na cultura, produção agrícola e na área
tecnológica, por exemplo. A imigração japonesa no Brasil tem como marco a chegada do navio Kasato Maru, em Santos, no dia 18 de junho de 1908, que do porto de Kobe trouxe, numa viagem de 52 dias, os 781 primeiros imigrantes vinculados ao acordo imigratório estabelecido entre Brasil e Japão, além de 12 passageiros independentes.
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, presidente da Academia Paraense de Jornalismo, membro da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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