Publicado em: 19 de março de 2026
Na segunda-feira, 16, na saída da escola, uma menina de dez anos, acompanhada pela babá, foi assaltada por dois bandidos armados em uma motocicleta, em plena rua Tiradentes, esquina com a Trav. Benjamin Constant, no Reduto, o menor bairro de Belém, histórico e central, onde há um Batalhão da Polícia Militar do Pará com quatro Companhias, mas ainda assim os assaltos e invasões em domicílios são diários. Chama a atenção o fato de que agiram sem capacete nem máscaras e ainda assim não foram presos até agora.
Levaram tudo: mochila, material escolar, lancheira, até o casaco e o guarda-chuva. Quando a criança percebeu que ia perder a mochila com os livros tentou puxá-los de volta, não entendia direito o que estava ocorrendo, e num ímpeto também tentou correr atrás dos meliantes quando eles fugiram, mas foi contida pela babá. Felizmente só houve perdas materiais mas a pequena ficou com estresse pós traumático, tem medo de sair de casa e de invadirem o colégio, está sendo assistida por psicóloga. A mãe, médica, deu todo apoio à filha e à babá, foi à delegacia registrar BO, conseguiu imagens de câmeras de residências que captaram o assalto e soube que a dupla criminosa está acostumada a fazer isso na área.
A mãe da criança relatou que geralmente deixa a filha na escola ou seu marido, de carro, mas ele está viajando a trabalho e ela teve uma urgência nesse dia, então a menina foi a pé com a babá. A situação é crítica: as pessoas não estão seguras nas ruas, porque a bandidagem fica à solta.
Para agravar ainda mais o problema, a maioria absoluta das vítimas não faz registro de ocorrência. Assim, nos mapas da PMPA e da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, os índices são os melhores possíveis e passam longe da realidade, o que prejudica o mapeamento da violência e ações de prevenção. Por outro lado, as pessoas reclamam que se expõem ao fazer BO, seus nomes e endereços são visualizados pelos criminosos e eles, quando presos, são soltos logo na audiência de custódia.
No bairro do Reduto, os assaltos proliferam, inclusive bem ao lado do quartel Tiradentes, do 2º BPM. Recentemente houve um desfile de viaturas com grande alarde, de sirenes ligadas. Mas nem uma só moto para o policiamento de bairros como o Reduto, Cidade Velha e Campina/Comércio, cujas ruas estreitas e congestionadas são o palco perfeito para os assaltantes, enquanto a polícia transita em caminhonetes. O Batalhão Águia já foi anunciado incontáveis vezes para fazer ronda, mas a promessa é sempre vã. Se até crianças na rota da escola são assaltadas em ruas movimentadas da cidade, é de se imaginar o terror com adultos e em bairros da periferia. Trabalhadores em pontos de ônibus são presas fáceis e diuturnas em toda Belém.













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