Publicado em: 18 de março de 2026
O Ministério dos Direitos Humanos anunciou nesta quarta-feira, 18, que o Centro de Referência dos Direitos Humanos do Marajó será denominado Marie Henriqueta Ferreira Cavalcante, em homenagem à saudosa ativista dos direitos humanos Irmã Henriqueta, que dedicou sua vida à defesa de crianças e adolescentes, mulheres e famílias vulneráveis do arquipélago do Marajó e de outras regiões do Pará. O Instituto de Defesa dos Direitos Humanos Dom Azcona e Irmã Henriqueta, através de sua diretoria, agradece a homenagem.
O CRDH Marajó é iniciativa do MDHC em parceria com a Universidade Federal do Pará e ação no âmbito do Programa Cidadania Marajó. “A criação do centro é uma política pública voltada à promoção e proteção dos direitos humanos, tendo como referência a atuação de agentes de etnodiversidade que estarão presentes em todos os municípios marajoaras para a escuta das demandas, respeitando as especificidades territorial e cultural da região, de modo a permitir a formulação de políticas públicas adequadas à realidade local. Afinal, quem tem que contar as histórias do Marajó e dizer o que é preciso fazer na região é a população marajoara, como os amados bispo Dom José Azcona e a Irmã Henriqueta preconizavam”, acentua a presidente do IDAH, advogada Mary Cohen.
A vice-reitora da UFPA, professora doutora Loiane Prado Verbicaro, comenta sua felicidade com a parceria. “É dessa forma que a Universidade Federal do Pará realiza a sua função social transformadora, de inclusão e diversidade. Nós acreditamos que a universidade é esse espaço de mudança para as pessoas, para a nossa região e para o nosso país. Então, o Centro de Referência em Direitos Humanos do Marajó é fundamental para que possamos ampliar o alcance das nossas ações, mobilizando a sociedade e contribuindo com políticas de ensino, pesquisa e extensão, em uma perspectiva de humanidade, especialmente diante dos desafios que estamos vivendo. Todo processo de transformação social só é possível quando realizado coletivamente”.
A sede do Centro dentro da UFPA também ressalta o papel de relevância das universidades públicas, como espaço marcado pelo diálogo, compartilhamento de conhecimentos científicos e tradicionais, e pela promoção e proteção das políticas públicas que visam ao desenvolvimento social.
A ideia é que, por meio de uma equipe transdisciplinar, a comunidade local conheça seus direitos, os serviços essenciais oferecidos pelo governo e as políticas públicas de proteção.
O centro terá uma equipe de advogados, psicólogos, psicopedagogos e assistentes sociais, além dos agentes de etnodiversidade e dos coordenadores do Campus Soure, professor doutor Juliano Cássio Conceição, e do Programa Cidadania Marajó, professora doutora Paula Arruda, com foco no combate à violência sexual infantil, defesa de populações tradicionais, ribeirinhas e fomento à cidadania. As ações estruturantes incluem a criação de ouvidorias itinerantes, “Disque 100”, aquisição de embarcações para Conselhos Tutelares e o Fórum Permanente da Sociedade Civil do Marajó.
Fotos: Alexandre de Moraes



Assistam ao vídeo da diretora de Formação e Mobilização, Norma Miranda, ao lado da coordenadora do programa, Profa. Dra. Paula Arruda.









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