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A situação
na saúde pública do Pará está insustentável. O problema está sendo muito mal conduzido
pelo governo e pela prefeitura de Belém, que adotaram postura de aberta
retaliação aos médicos, ao invés de se preocupar com o que de fato é
importante: resolver as carências e proteger a população, mais do que sofrida,
e que vive aflição multiplicada por conta do anúncio de greve geral depois de amanhã, por parte do Sindicato dos Médicos e onze
entidades representativas de classe ligadas à área.
O clima
de enfrentamento em nada contribui para o bem estar geral; ao contrário, causa
insegurança e estupor comparar qual gestor detém o aterrorizante maior registro
de óbitos. É preciso que a serenidade prevaleça e o dever de todos se imponha,
em benefício de toda a sociedade.
Aliás, a
5ª Promotora de Justiça de Direitos Constitucionais Fundamentais, Defesa do
Patrimônio Público e da Moralidade Administrativa, em exercício, Elaine
Carvalho Castelo Branco, emitiu hoje recomendação administrativa ao prefeito
Duciomar Costa, à secretária Sylvia de Oliveira Costa e a todas as entidades
envolvidas no movimento, a fim de que garantam o atendimento das necessidades
inadiáveis da população. A Sesma tem prazo de 30 dias para informar o
cumprimento.

O MP encarregou o CRM-PA de fiscalizar as
atividades médicas nas Unidades de Saúde de Belém. Às entidades de
classe, caberá a responsabilidade de manter número de profissionais capaz de
atender a demanda e garantir o direito de ir e vir, sem qualquer impedimento de
acesso aos postos de saúde dos que não aderirem ao movimento, nem tampouco
ameaça ou dano às pessoas e à propriedade.
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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