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A defensora pública Felícia Fiúza, do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos da Defensoria Pública do Pará, expediu recomendação à rede Cinépolis para que trate de adaptar as salas de exibição às pessoas com deficiência.
A gerência da rede em Belém solicitou prazo para efetivar as reformas estruturais que garantam a acessibilidade nesses espaços.
As vagas para cadeirantes têm que ser sinalizadas e ter barras de apoio, no percentual previsto em lei, que determina reserva de 20% do total de poltronas.  Felícia Fiúza realizou inspeção nos cinemas em fevereiro deste ano e constatou a falta de oferta de espaço apropriado aos cadeirantes. A pessoa com deficiência tem direito à cultura e ao entretenimento pela Constituição Federal, mas na prática a situação é cruel. Outro dia eu estava na última fila do cinema, já sentada, e vi uma senhora idosa, obesa e com notória dificuldade de locomoção, aparada em duas bengalas, subir sozinha, carregando ainda uma garrafinha de água, as escadas da sala de exibição, até mais do que a metade das fileiras. Ninguém a ajudou. Em qualquer país civilizado a empresa teria alguém para auxiliá-la, até por medo de pesada multa caso ela caísse e se machucasse. De frisar também a indiferença das pessoas saudáveis, incapazes de ajudar quem precisa.
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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