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Câncer de pele é assunto sério e manchas, pintas ou feridas não devem ser ignoradas, principalmente se surgirem no couro cabeludo, local que muitas vezes pode acabar passando despercebido. No verão, esse cuidado deve ser redobrado.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), no Brasil, o número estimado de novos casos de câncer de pele não melanoma no triênio 2023–2025 é de 220.490, o que corresponde a um risco estimado de 101,95 casos por 100 mil habitantes, sendo 101.920 casos em homens e 118.570 em mulheres. Esses valores correspondem a um risco estimado de 96,44 casos novos a cada 100 mil homens e 107,21 a cada 100 mil mulheres.

Já o melanoma apresenta um número estimado de 8.980 novos casos, o que corresponde a um risco de 4,13 por 100 mil habitantes, sendo 4.640 casos em homens e 4.340 em mulheres. Esses valores correspondem a um risco estimado de 4,37 casos novos a cada 100 mil homens e 3,90 a cada 100 mil mulheres.

Dentre os casos, o câncer de pele não melanoma é o tipo mais comum. A boa notícia é que quando descoberto precocemente as chances de tratamento e cura da doença aumentam significativamente.

Uma das maneiras de identificar o câncer de pele no couro cabeludo é a partir do autoexame e da avaliação do dermatologista na dúvida se uma lesão pode ser câncer. Apesar de muitas vezes ser uma região deixada de lado, é fundamental estar atento aos sinais do próprio corpo. As manchas, pintas ou feridas podem aparecer de tamanhos e formas diferentes e, por isso, devem ser investigadas por um especialista.

Apesar de os cabelos oferecerem uma certa proteção ao couro cabeludo contra os raios ultravioletas, é recomendável o uso de bonés ou chapéus durante a exposição solar.

Em pessoas com cabelos ralos ou calvície o protetor também deve ser passado na região. Uma alternativa são os produtos mais fluidos, justamente por espalharem melhor.

A doença pode começar com uma pequena mancha ou ferida no couro cabeludo que, conforme o tempo, vai aumentando de tamanho e sofrendo alterações em sua cor, por exemplo. Essas mudanças podem ser identificadas a partir da regra “ABCDE” – Assimetria, Bordas irregulares, Cor, Diâmetro e Evolução.

  • Assimetria: quando metade da lesão é diferente da outra parte
  • Bordas: se a pinta, sinal ou mancha apresenta um contorno irregular
  • Cor: quando a lesão possui cores diferentes, podendo ser entre vermelho, marrom e preto
  • Diâmetro: caso a lesão apresente um diâmetro maior do que 6 mm
  • Evolução: mudanças nas características da lesão ao longo do tempo (tamanho, forma, cor)

Como fazer o autoexame
A inspeção uma vez ao mês, em ambiente bem iluminado, passando os dedos por todo o couro cabeludo e abrir os cabelos para observar o local, é muito importante.

Sintomas para ficar de olho

  • Lesões com crescimento rápido
  • Feridas que não cicatrizam e que podem estar associadas a sangramentos, coceira e dor
  • Lesões que mudam de cor, tamanho e formato
  • Manchas avermelhadas ou acastanhadas

Quando a doença não é tratada em estágio inicial, as células cancerígenas podem se espalhar pela corrente sanguínea ou pelo sistema linfático, acometendo outras regiões do corpo e levando ao surgimento de metástases. Por isso, assim que a lesão é identificada em sua forma primária, é crucial que seja retirada, evitando o crescimento, sangramento e piora do quadro.

Na grande maioria dos casos, o tratamento é realizado a partir de cirurgia, mas também pode ser combinado com radioterapia, imunoterapia e terapia alvo. As chances de cura podem chegar a 90% quando o câncer é identificado precocemente. Por isso, é essencial a realização do autoexame mensalmente e o acompanhamento periódico com dermatologista, além da avaliação especializada caso haja uma lesão suspeita no couro cabeludo.

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