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A Prefeitura de Cametá alega não ter recursos para obras de reforma e construção de escolas municipais: os pagamentos das empresas contratadas estão atrasados e por isso as crianças não têm aulas presenciais desde fevereiro de 2023, são obrigadas ao estudo de forma remota ou híbrida. Além disso, não paga os Tratamentos Fora do Domicílio (TFD), nem o fornecimento de medicamentos e insumos médicos. Mas quer gastar uma fortuna no carnaval, intitulado “O maior carnaval da Amazônia”, de 9 a 14 de fevereiro de 2024. Não à toa, os promotores de Justiça Patrícia Carvalho Medrado Assmann e Isaac Sacramento da Silva instauraram Procedimento Administrativo que pode resultar em Ação Civil Pública por Improbidade Administrativa. É óbvio que o prefeito Victor Cassiano não alinha entre as prioridades do município saúde e educação, como é sua obrigação constitucional.

O Ministério Público destacou a contradição entre o carnaval com a participação de artistas de renome nacional e estadual e a gritante carência em áreas prioritárias, como saúde, educação e saneamento. A conduta do prefeito é reiterada. Ano passado o Judiciário proibiu a realização da festa milionária no carnaval pelos mesmíssimos motivos elencados pelo MPPA, destacando que despesas com festejos e shows são ilegítimas caso o município esteja em inadimplência com o pagamento de servidores e fornecedores.

Foto de Raimundo Paccó

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