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A cineasta Elizabeth Santos anunciou o início da pré-produção de Brigue Palhaço, longa-metragem de 120 minutos, drama histórico, ficção que entrelaça romance, paixão e conflitos políticos em um dos períodos mais decisivos da história do Grão-Pará. Ambientado no início do século XIX, o filme mergulha nas tensões sociais, políticas e emocionais que marcaram a Adesão do Pará à Independência do Brasil, em agosto de 1823.

A diretora revela o enredo: entre amores intensos e escolhas difíceis, personagens complexos vivem os dilemas de uma sociedade ainda submissa ao domínio português, às vésperas de grandes transformações. A narrativa revisita as primeiras revoltas no Grão-Pará, culminando na trágica história do Brigue Palhaço, em outubro de 1823, episódio que marcou profundamente a memória do povo paraense. Cerca de 260 manifestantes foram presos após um levante no porão do brigue (navio) “São José Diligente”, apelidado “Palhaço”. Ao tentarem fugir, foram alvo de fuzilaria e, acredita-se, uso de cal, resultando na morte por asfixia de quase todos.  

“Brigue Palhaço atravessa esse tempo de dor e resistência, revelando as vozes abafadas, os corpos marcados e a memória esquecida de uma das maiores tragédias do país. Entre rios, batalhas e sonhos interrompidos, o filme retrata a cultura, a sociedade e as tensões políticas do Grão-Pará no início do século XIX. Mais que cinema, é memória. Uma história de amor, resistência e luta por liberdade, onde o destino pessoal se cruza com a história do Brasil”, conta Elizabeth.

Programa de Pós-Graduação em Direito da UFPA é o único da Região Norte a ter nota 6 da Capes

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