Publicado em: 24 de março de 2026
Na manhã desta terça-feira (24) um boto-cor-de-rosa foi encontrado morto na Praia do Farol, da Ilha do Mosqueiro, distrito de Belém do Pará. Uma equipe especializada do Corpo de Bombeiros Militar do Pará, uma equipe especializada do 20° Grupamento do Corpo de Bombeiros Militar foi acionada para atender à ocorrência e realizou a retirada do animal, que já estava sem vida, enroscado em uma rede de pesca.
O mamífero foi removido em uma maca e transportado em um quadriciclo e entregue a equipe do Instituto Bicho D’água, que levou o animal para a necrópsia no laboratório de patologia animal do Instituto de Medicina Veterinária da UFPA, em Castanhal.
É o segundo registro envolvendo botos em menos de uma semana, em Belém. No último dia 18, outro foi resgatado encalhado em um canal de Belém, em estado crítico, com ferimentos graves, baixo peso e sintomas de estresse. Chegou a ser encaminhado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), em Benevides, e em seguida transferido para uma unidade especializada em Castanhal, mas não resistiu aos ferimentos.
As circunstâncias do novo caso devem ser apuradas pelos órgãos ambientais responsáveis.
A ocorrência de botos mortos na praia, envoltos em redes de pesca, é sinal claro de pesca predatória, representando séria ameaça à biodiversidade.
Animais frequentemente são encontrados com marcas profundas na pele, feridas na cabeça e nadadeiras, causadas pelo emaranhamento em redes de pesca ilegais ou mal utilizadas. O emaranhamento impede que o boto suba à superfície para respirar, levando ao afogamento.
Estudos indicam que o índice de mortes aumenta entre os meses de maio e julho, devido à maior intensidade da pesca de arrasto, que ignora as normas ambientais.
A morte de fêmeas e filhotes coloca em risco a capacidade de recomposição da população, ameaçando a espécie de extinção.










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