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“Amador, Zélia”

Referência na defesa dos direitos humanos, no movimento negro, nas letras e artes, notadamente no teatro, a professora e artista Zélia Amador de Deus, pesquisadora doutora em Antropologia e uma das fundadoras do Centro de Estudo e Defesa do Negro do Pará (Cedenpa), protagoniza o documentário “Amador, Zélia”, da produtora paraense Floresta Urbana. O curta-metragem foi lançado na segunda-feira, 13, no Cine Líbero Luxardo, do Centro Cultural Tancredo Neves (Centur), em noite prestigiada pela homenageada, pelo prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues, e pelo reitor da Universidade Federal do Pará, Emmanuel Tourinho, além de diversas personalidades convidadas.

Em 24 minutos, o filme conta a história de vida de Zélia desde a sua infância, com relatos dos casos de racismo sofridos por ela, até a vida acadêmica, com destaque ao seu ativismo social. O curta inclui animação e depoimentos fortes, imagens de arquivo, encenação e traz os contextos históricos do Pará a partir da eclosão dos eventos da década de 1960, com a implantação do regime militar, ascensão do movimento estudantil, do teatro alternativo e dos movimentos pelos direitos humanos, cenário em que Zélia Amador de Deus, mulher negra oriunda da periferia – primeiro do interior do Marajó, depois para a periferia urbana de Belém – foi partícipe e protagonista.

Emocionada, Zélia chorou muito durante a exibição e ao final agradeceu a homenagem, revelando que não quis ver o filme antes e não participou da produção, mas gostou do resultado.

“Este produto fala de uma mulher, da intelectual, da lutadora do povo, da ativista, de alguém que nasceu para fazer história. A Zélia tem uma determinação filosófica, ela nunca foi só a professora, mas a ativista”, sintetizou o prefeito Edmilson Rodrigues.

Após a sessão de cinema, houve uma roda de conversa de Zélia com os convidados. Durante o bate-papo, o ilustrador do filme, Josiel Paes, de 21 anos, fez um relato emocionante sobre a sua trajetória, pontuando semelhanças com a de Zélia.

O filme foi produzido e concluído em 2021, ao longo de três meses. Dirigido pelo jornalista Ismael Machado, tem co-direção do publicitário Glauco Lima e será inscrito em festivais. Mas já pode ser visto no YouTube. Acesse aqui.

Zélia Amador de Deus foi minha professora de Teatro, quando o curso de Comunicação Social da UFPA oferecia essa disciplina como eletiva. Viva Zélia!

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