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Alepa ouve comunidades impactadas

FOTOS: OZEAS SANTOS
Em sessão especial que durou quatro horas, hoje à tarde, requerida pelo deputado João Chamon, presidente da Comissão de Meio Ambiente, e deputado Carlos Bordalo, presidente da Comissão de Direitos Humanos,  e conduzida pelo presidente da Alepa, deputado Márcio Miranda, a Hydro Alunorte perdeu a chance de dar respostas diretas e concretas às reivindicações da sociedade e dos parlamentares. Apesar do clima tenso, todas as lideranças reafirmaram que não desejam expulsar a mineradora e sim que a multinacional norueguesa adote medidas  destinadas a mitigar de fato os graves impactos ambientais, sociais e econômicos na região. Embora tenha tranquilizado quanto às providências emergenciais, a Hydro insistiu que não houve vazamento e ao invés de firmar compromissos mostrou alguns vídeos e apresentações em power point com a intenção de provar sua tese. Não convenceu.

Representantes do Ministério Público Federal, Ministério Público do Pará, Defensoria Pública, Sindicato dos Químicos de Barcarena, Sindicato dos Trabalhadores do Distrito Industrial de Barcarena e Associações de Moradores das muitas comunidades afetadas pelo vazamento de rejeitos de bauxita na Hydro Alunorte, além de pesquisadores da UFPA e do Instituto Evandro Chagas usaram a tribuna para denunciar as consequências graves das dezenas de acidentes ambientais ocorridos nas últimas décadas em Barcarena e Vila do Conde, onde há várias plantas industriais de mineradoras. Os deputados Sidney Rosa, Eliel Faustino, Iran Lima e Celso Sabino também participaram ativamente da sessão, além do deputado federal Edmilson Rodrigues e do secretário de Estado de Meio Ambiente, Thales Belo.


Essa crise não será solucionada com a distribuição de galões de água, avisaram as lideranças quilombolas e comunitárias. Arnaldo Martins, de 63 anos, resumiu: “Em curto prazo, queremos assistência, queremos água para beber. Em médio prazo, um projeto de desenvolvimento sustentável para as comunidades que vivem no entorno das empresas; e a longo prazo, nós exigimos a despoluição do rio para a gente ter vida novamente”. 

O deputado Márcio Miranda garantiu que todos os atores envolvidos terão acesso e serão ouvidos e as informações colhidas integrarão o relatório da CPI que será instalada ainda esta semana.  Explicando que não é contra a atividade mineradora, mas que a crise humanitária existe e precisa de visibilidade para ser solucionada, o presidente da Alepa realçou que é preciso que as empresas cumpram a legislação e preservem a vida e o bem estar dos paraenses, restituindo a saúde ambiental das populações atingidas e os recursos pesqueiros e florestais que durante séculos garantiram o sustento de tantas famílias.   Como médico, Márcio Miranda enfatizou que é preciso garantir atendimento à população,  com exames que permitam dimensionar a exata extensão da contaminação no organismo humano. Estudos da Universidade Federal do Pará mostram que o lençol freático está comprometido há anos, além de relacionar doenças de pele, gastrointestinais e até câncer a crimes ambientais. 

A Hydro tem até o início da semana para responder à recomendação conjunta do MPF, MPE e Defensoria, com trinta itens, que incluem auditoria das bacias de rejeito, dos planos de emergência e das ações prioritárias de assistência às comunidades, mas o procurador da República Ricardo Negrini reconheceu que a empresa tem atendido espontaneamente as demandas e no futuro pode vir a celebrar um Termo de Ajustamento de Conduta. 

O vice-presidente sênior de Projetos de Robustez Operacionais da Hydro, Sílvio Porto, que é paraense, falou pela mineradora e assegurou que a Hydro não quer executar apenas medidas paliativas, e sim fazer parte de um projeto de desenvolvimento sustentável para a região.  

O pesquisador em saúde pública do Instituto Evandro Chagas, Marcelo Lima, anunciou que um segundo laudo técnico está sendo finalizado

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