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A Folha de São Paulo detona, hoje, o que muita gente fala à boca pequena há décadas: o esquema de repartição de contratos públicos – nem sempre a empreiteira que vence a licitação é a mesma que executa a obra ou recebe o pagamento.

Documentos obtidos pelas operações Boi Barrica, Castelo de Areia, Caixa Preta e Aquarela, da Polícia Federal, e de investigações da Polícia Civil em vários Estados, descrevem a atuação dos consórcios paralelos em todo o território nacional.

As envolvidas são velhas conhecidas: Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Constran, Crasa, EIT, Impregilo, Norberto Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Carioca Engenharia, Serveng e Soares da Costa. Juntas, têm receita líquida anual de R$ 20 bilhões – mesmo valor que União, Estados e Municípios estimam gastar nas obras da Copa do Mundo de 2014.

Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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