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À espera do trem que já vem

O cenário político parauara é surreal. O DEM foi quebrado em três: a turma de Lira Maia/Nélio Aguiar, a de Hélio Leite (ambos no governo estadual, partilhando a Seel) e a de Márcio Miranda, que ficou fora. O PSDB aderiu oficialmente e restou o grupo dos deputados estaduais e federais, todos governistas, que estão dividindo a Setur; e o pessoal fiel a Simão Jatene e Zenaldo Coutinho. Os tucanos deverão alçar voo, vai depender da candidatura de Tasso Jereissati a presidente da República.  

Os partidos que se dizem de oposição ao governador Helder Barbalho fazem um discurso para a plateia e outro em palácio. E não largam as benesses, enquanto esperam um fato novo que permita um passo que não seja em falso. O senador Zequinha Marinho, do PSC, por exemplo, anda pelo interior dizendo que será candidato a governador, mas detém vários cargos estratégicos no governo, principalmente no sul do Pará. E não larga mesmo sendo alvo preferencial da tropa de choque helderista, que bate nele sem dó nem piedade, nas redes sociais. Ao mesmo tempo, acena com possibilidades de acordo.  

Já o PSD diz que vai lançar candidatos aos cargos majoritários. O advogado Helenilson Pontes, presidente da sigla no Pará, disputará o governo ou o Senado. Mas ele é o primeiro suplente do senador Jader Barbalho e mantém vários cargos na administração estadual ocupados por seus indicados. Outro dia o deputado federal Joaquim Passarinho deu uma pista das razões da insatisfação pessedista, em uma referência a Bolsonaro: “_Governo honesto respeita acordos, cumpre compromissos, resgata promessas”. Hummm, hummmm…, diria o meu amigo filósofo mudo de Oriximiná, embaralhando as cartas de seu jogo. 

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