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Vídeo produzido pela equipe do IFPA

Mais
de 250 mil manifestantes ocuparam as ruas do País, hoje, e milhões de
brasileiros participaram ativamente do movimento pelas redes sociais. Desde a
campanha do impeachment de Fernando
Collor, quando os caras-pintadas derrubaram o governo federal, não se via coisa
igual, de norte a sul, de leste a oeste. Oxalá seja um marco na conquista da
cidadania, sem atrelamentos partidários e com o devido cuidado para que a massa
não sirva para manobras antidemocráticas.
Em
Belém, 15 mil nos cálculos dos ativistas, e 10 mil nas contas da PM, marcharam
em protesto ordeiro e pacífico contra a corrupção, o caos na saúde pública, a
violência, os transtornos das obras do BRT, dentre outras causas. O
Movimento Belém Livre,
que organizou a passeata, não permitiu que partidos políticos faturassem com o
evento. Quem tentou foi vaiado pela multidão e obrigado a literalmente enrolar bandeira
Cerca de mil homens cuidaram
da segurança –
Polícia
Militar (Rotam e Tropa de Choque) com cerca de 800 homens, agentes da Amub, Detran
e PRF -, sob o comando geral do secretário adjunto de Gestão Operacional da
Segup, 
coronel Mário Solano, que conduziu com muita competência a delicada
operação, conseguindo um resultado excelente: nenhum caso de violência foi registrado.
A caminhada foi tranquila e, ao se
dispersarem, no Entroncamento, em frente ao Monumento à Cabanagem, referência
emblemática, os manifestantes agradeceram em coro à polícia.
No Rio de Janeiro,
a nota triste foi o lançamento de bombas caseiras no Theatro Municipal,
incendiando os banners dos espetáculos e ameaçando o belíssimo prédio, além da
invasão e quebradeira no edifício histórico da Alerj. Em São Paulo, depois do
show de violência, hoje prevaleceu o bom senso.
Uma coisa é certa:
vai ser preciso rearrumar o Brasil. O recado está dado. E não foi dirigido a um
só lado.
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

Com o MP nas ruas, pela democracia e cidadania

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