Publicado em: 6 de maio de 2026
A desembargadora Eva do Amaral Coelho, ao rejeitar liminarmente o pedido de habeas corpus do médico Felipe Almeida Nunes, deu bom exemplo garantindo a efetividade das medidas que devem garantir a proteção às vítimas de tentativa de feminicídio. Ele continua preso preventivamente. O mérito ainda será julgado, após manifestação do Ministério Público do Estado.
A defesa alega que o médico, de 30 anos, usa medicação para controle emocional e – vejam só! – não lembra do crime.
Na madrugada de 26 de outubro de 2025, na rua João Balbi, bairro do Umarizal, em Belém do Pará, na saída de um evento, o médico arrastou a vítima ao longo de mais de um quarteirão, depois de agredi-la verbalmente e empurrá-la ao chão. E ainda acelerou quando ela tentou recuperar sua bolsa no carro, arrastando-a no asfalto por cerca de 244 metros, e fugiu sem prestar socorro, deixando-a gravemente ferida.
Denunciado por feminicídio qualificado tentado e injúria real contra a jovem namorada, de apenas 27 anos, Felipe Almeida Nunes demonstrou intenção de matar, utilizando um meio que impossibilitou qualquer defesa da vítima, conforme o MPPA.
A materialidade e autoria do crime estão comprovadas por depoimentos da vítima e de testemunhas, laudo de corpo de delito e imagens de câmeras de segurança, de acordo com a 1ª Promotoria de Justiça de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Belém. As lesões sofridas incluem deformidades permanentes, escoriações extensas, múltiplas fraturas dentárias e perda de dentes — ferimentos compatíveis com tentativa de feminicídio, conforme o MP.
Para tentar ficar impune, Felipe ainda tentou atribuir à vítima agressões inexistentes.










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