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Belém do Pará sedia as discussões sobre memória institucional do sistema de Justiça brasileiro, durante o 6º Encontro Nacional de Memória do Poder Judiciário. A programação segue até o próximo dia 8 e reúne magistrados, servidores, pesquisadores e especialistas de diversas regiões do país.

O evento destaca a importância da preservação da memória como elemento estratégico para a transparência, a identidade e a evolução do Judiciário. A iniciativa reforça o papel dos acervos históricos, arquivos, museus e centros de memória como instrumentos fundamentais para a compreensão da trajetória da Justiça brasileira e sua relação com a sociedade.

O 6º ENAM resulta de articulação conjunta entre três tribunais sediados no Pará, evidenciando um esforço integrado em torno da valorização da memória institucional: o Tribunal de Justiça, o Tribunal Regional Eleitoral e o Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região.

A iniciativa conta, ainda, com o apoio da Seção Judiciária do Pará da Justiça Federal da 1ª Região e do Conselho Nacional de Justiça, por meio do Programa Nacional de Gestão Documental e Memória do Poder Judiciário (PRONAME).

Essa cooperação interinstitucional reforça o caráter plural e colaborativo do encontro, que se consolida como espaço qualificado para o intercâmbio de experiências e a difusão de boas práticas na área da memória do Judiciário.

A palestra magna de abertura foi proferida pelo professor doutor João de Jesus Paes Loureiro, intelectual de referência na Amazônia e membro da Academia Paraense de Letras.

Reconhecido por sua produção sobre cultura, identidade e imaginário amazônico, o palestrante abordou o tema “Cultura amazônica produtora de conhecimento”, estabelecendo conexões entre esses eixos e propôs uma reflexão que ultrapassa o campo jurídico, ao dialogar com diferentes áreas do conhecimento e valorizar as dimensões simbólicas e culturais da memória.

O encontro inclui mesas-redondas, painéis temáticos, lançamentos de livros e relatos de experiências institucionais. Entre os eixos figuram gestão documental, preservação de acervos, digitalização, políticas de memória, comunicação institucional e educação patrimonial.

A diversidade de temas reflete a complexidade do campo e a necessidade de abordagens multidisciplinares.

O 6º ENAM ocorre em contexto simbólico, às vésperas do Dia da Memória do Poder Judiciário, celebrado em 10 de maio. Instituída pelo CNJ, a data rememora a criação da Casa da Suplicação do Brasil, em 1808, e valoriza a história, o patrimônio e a evolução da Justiça no país, reafirmando a memória como elemento essencial para pensar o presente e projetar o futuro do Judiciário.

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