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Nem nos feriados da Semana Santa os moradores do bairro do Reduto, em Belém do Pará, têm paz. A poluição sonora é um terror. A boate Exclusive Club, na Trav. Piedade, entre as ruas Tiradentes e General Gurjão, há anos perturba o sossego público, impunemente. Ontem, em plena Quinta-Feira Santa, teve festa até o sol raiar. E hoje, Sexta-Feira da Paixão de Cristo, já está toda iluminada para a noitada.

Ninguém dorme no perímetro. Crianças autistas, bebês, idosos, estudantes e trabalhadores que precisam descansar estão com a saúde comprometida, mas apesar das incontáveis denúncias o Ministério Público do Estado, as Delegacias Administrativa e do Meio-Ambiente da Polícia Civil e nem a Polícia Militar do Pará agem para fechar o estabelecimento, que prejudica milhares de pessoas em seu entorno.

O som altíssimo – que não se pode chamar de música – vaza por quilômetros. Os frequentadores cafonas e desordeiros ocupam desde cedo a rua e durante a madrugada inteira gritam, brigam, ameaçam se matar, aceleram motos possantes com escapamento adulterado e não raro dão tiros, até o amanhecer, sem qualquer providência.

No início do ano passado, um frequentador da Exclusive saiu de lá bêbado, atropelou um motociclista e fugiu. A vizinhança aciona o CIOP e o Batalhão Tiradentes, sediado a poucos quarteirões, mas de nada adianta. Como se não fosse bastante o som de péssimo gosto vazar pelas paredes sem proteção acústica adequada, ainda por cima a boate instala um telão em plena calçada, multiplicando o barulho e jogando holofotes para dentro das casas e apartamentos ao redor. Sem mencionar os monturos de lixo que ficam no dia seguinte emporcalhando toda a pista da rua e a calçada.

O caso do assassinato do radialista em Abaetetuba

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