Publicado em: 22 de fevereiro de 2026
A escritora Maria da Assunção Anes de Morais, Presidente da Academia Literária de Trás-os-Montes, Portugal, abriu as portas para o lançamento do meu novo livro de poesias, “O Rito do Sobrevivente”, em uma sessão na Biblioteca Municipal da cidade de Vila real.
Admitiu meu evento no próprio lançamento de suas duas obras: “A Abelhinha Mariana e outras histórias” e “A viagem de Comboio de Afonso e outras histórias”, com isso prestigiando não só o poeta, mas a Academia Paraense de Letras a qual pertenço e a minha nação, por ser mais um brasileiro acolhido na cultura lusitana, formada por intelectuais da mais alta qualidade.
Em uma tarde chuvosa lá desembarquei com minha família na montanhosa Vila Real, debaixo de uma intensa chuva e frio cortante abrandados pelo calor da recepção da Anes e de Alexandre, seu esposo, que lá estavam à espera da minha família.
Depois de um café antecipando, a Vereadora da Cultura, Mara Minhava, anunciou a abertura dos trabalhos, saudando as autoridades e enaltecendo com belas palavras o conteúdo do importante acontecimento transmontano.
A professora escritora anunciou seus livros, fazendo um resumo de seus conteúdos infanto-juvenis com bastante expressão para ao campo familiar, estabelecendo a importância do papel dos pais, destacando a figura feminina entre afetos e relacionamentos construtores da existência humana.
Suas obras receberam tradução para o Mirandês pelo renomado linguista António Bárbolo, apresentadas ao público repleto de professores, escritores, catedráticos, entre eles o romancista Caseiro Marques que, juntamente com Anes, tornaram-se membros efetivos da Academia Paraense de Letras.
Assim, o “O Rito do Sobrevivente”, se apresentou aos portugueses por convite da Presidente da Academia de Letras de Trás-os-Montes, Anes de Morais, confirmando na terra de Fernando Pessoa e Camões que poesia é sobrevivência da palavra observada em sua própria inconstância e atitude da metáfora, transformando a realidade usual em inusual.
- Nesse universo, o Rito e o Sobrevivente interagem, ensejando disposição e escolha que sobraram em uma peneira gramatical, sobrepostos na expressão filtrada. Aventura na emoção erguida em vários contextos – cabeça, tronco e membros – percorrendo um perigoso mundo de grafemas, no universo do poema em todos os seus predicados, por acreditar na transcendentalidade da expressão mágica da poesia.
- A chuva, o frio, os flocos de neve e as intercorrências que abalaram Portugal, próprias de época, mas intensificadas, do norte ao sul: enchentes, interdições, interrupções de vias, dificuldades de locomoção, não impediram, contudo, a sensibilidade de Anes, tampouco do amigável povo de Vila Real, em promover mais um belíssimo evento cultural, desta feita com a presença de um brasileiro orgulhos de suas origens.
* O conteúdo do artigo reflete a opinião pessoal da/o colunista







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