Publicado em: 27 de janeiro de 2026
Até esta quarta-feira, 28, uma seleção de filmes que destaca a força do cinema contemporâneo produzido no Japão integra a Mostra de Cinema Japonês no Cine Líbero Luxardo, em Belém (PA). A iniciativa, gratuita e aberta ao público, é fruto da parceria entre a Fundação Cultural do Pará, o Consulado-Geral do Japão em Belém e a Fundação Japão de São Paulo.
A programação reúne títulos lançados entre 2012 e 2022, todos exibidos em japonês com legendas em português. Os filmes dialogam com temas como identidade, memória, amadurecimento e a relação entre tradição e modernidade. Entre eles está “The Fish Tale” (Sakana no Ko, 2022), dirigido por Shuichi Okita, que apresenta a trajetória real de “Sakana-kun”, figura popular no Japão por sua paixão pelos peixes.
O público também poderá assistir a “Ito” (Itomichi, 2021), drama juvenil dirigido por Satoko Yokohama que acompanha uma jovem dividida entre timidez, sotaque regional e o reencontro com a música. Outro título da mostra é “Dreaming of the Meridian Arc” (Taiga he no Michi, 2022), de Taku Katô, que revisita a jornada de Ino Tadataka, responsável pelo primeiro mapa completo do Japão. Filmes como “Oshin”, “Aristocrats” e “Segunda Chance” também serão exibidos.
Assim como nas demais edições da mostra pelo país, a proposta é aproximar o público brasileiro das diversas nuances culturais do Japão por meio do olhar de cineastas que exploram sensibilidade, memória e experiências humanas universais. O acesso é por ordem de chegada, sem necessidade de retirada prévia de ingressos.
Programação
22/01 — Quinta-feira
15h — Dreaming of the Meridian Arc (Taiga he no Michi, 2022, 112 min).
O Caminho para a História. Direção: Kenji Nakanishi. O filme acompanha a trajetória de Ino Tadataka, responsável por mapear o Japão no século XIX. Entre passado e presente, um funcionário que tenta transformar essa narrativa em série descobre fatos surpreendentes sobre o cartógrafo.
17h15 — Aristocrats (Ano Ko wa Kizoku, 2021, 124 min). Direção: Yukiko Sode. Um drama que explora as divisões de classe em Tóquio através das vidas de Hanako, uma mulher de família aristocrática em busca de um casamento, e Miki, uma jovem da província que luta para se sustentar. Seus caminhos se cruzam, revelando as pressões sociais impostas às mulheres no Japão contemporâneo.
23/01 — Sexta-feira
15h — Segunda Chance (Kagidorobou no Method, 2012, 128 min). Direção: Kenji Uchida. Uma comédia dramática sobre Sakurai, um ator fracassado que assume a identidade de um estranho rico após este sofrer um acidente e perder a memória. O que ele não esperava era que o homem fosse um assassino profissional, forçando ambos a viverem vidas completamente opostas.
17h30 — Ito (Itomichi, 2021, 116 min). Direção: Satoko Yokohama. Ito, jovem tímida marcada pelo sotaque de Tsugaru, começa a trabalhar em um maid café para se abrir ao mundo. Entre novas conexões e o retorno ao tsugaru shamisen, encontra força para transformar a própria história.
24/01 — Sábado
15h — Aristocrats (Ano Ko wa Kizoku, 2021, 124 min) . Direção: Yukiko Sode. Um drama que explora as divisões de classe em Tóquio através das vidas de Hanako, uma mulher de família aristocrática em busca de um casamento, e Miki, uma jovem da província que luta para se sustentar. Seus caminhos se cruzam, revelando as pressões sociais impostas às mulheres no Japão contemporâneo.
17h30 — Oshin (Oshin, 2013, 109 min). Direção: Shin Togashi. Drama baseado no fenômeno televisivo homônimo. A trama acompanha a infância de Oshin, uma menina de família pobre enviada para trabalhar como empregada para ajudar no sustento da casa. É uma história de resiliência e amadurecimento diante das dificuldades extremas no Japão do início do século XX.
25/01 — Domingo
15h — Oshin (Oshin, 2013, 109 min). Direção: Shin Togashi. Drama baseado no fenômeno televisivo homônimo. A trama acompanha a infância de Oshin, uma menina de família pobre enviada para trabalhar como empregada para ajudar no sustento da casa. É uma história de resiliência e amadurecimento diante das dificuldades extremas no Japão do início do século XX.
17h15 — Segunda Chance (Kagidorobou no Method, 2012, 128 min). Direção: Kenji Uchida. Uma comédia dramática sobre Sakurai, um ator fracassado que assume a identidade de um estranho rico após este sofrer um acidente e perder a memória. O que ele não esperava era que o homem fosse um assassino profissional, forçando ambos a viverem vidas completamente opostas.
27/01 — Terça-feira
15h — Ito (Itomichi, 2021, 116 min)
Direção: Satoko Yokohama. Ito, jovem tímida marcada pelo sotaque de Tsugaru, começa a trabalhar em um maid café para se abrir ao mundo. Entre novas conexões e o retorno ao tsugaru shamisen, encontra força para transformar a própria história.
17h15 — The Fish Tale (Sakana no Ko, 2022, 139 min). Filho de Peixe
Direção: Shuichi Okita. Drama inspirado na vida real de “Sakana-kun”. Mi-bo, fascinada por peixes desde a infância, enfrenta desafios para transformar sua paixão em profissão em uma trajetória marcada por descobertas e aceitação.
28/01 — Quarta-feira
15h — The Fish Tale (Sakana no Ko, 2022, 139 min). Filho de Peixe
Direção: Shuichi Okita. Drama inspirado na vida real de “Sakana-kun”. Mi-bo, fascinada por peixes desde a infância, enfrenta desafios para transformar sua paixão em profissão em uma trajetória marcada por descobertas e aceitação.
17h35 — Dreaming of the Meridian Arc (Taiga he no Michi, 2022, 112 min). O Caminho para a História. Direção: Kenji Nakanishi. O filme acompanha a trajetória de Ino Tadataka, responsável por mapear o Japão no século XIX. Entre passado e presente, um funcionário que tenta transformar essa narrativa em série descobre fatos surpreendentes sobre o cartógrafo.
O Cine Líbero Luxardo – Fundação Cultural do Pará fica na Av. Gentil Bittencourt, 650 – Belém/PA
João Meirelles lança Guia-me Belém no Sesc Ver-o-Peso
O escritor e ativista socioambiental João Meirelles autografa seu novo livro nesta terça-feira, 27, às 19h, no Sesc Ver-o-Peso, em Belém (PA). Publicado pela Editora Unesp, Guia-me Belém propõe um olhar sensível e opinativo sobre a cidade e seus arredores. Fruto de mais de uma década de vivência na capital parauara, a obra passeia por Belém e desvenda seus encantos por meio dos caminhos, paisagens, histórias, referências culturais e ambientais – muitas delas narradas também por viajantes, escritores, moradores e moradoras da região.
João se inspirou em obras dedicadas a cidades como as da Manuel Bandeira, Lúcia Machado de Almeida e Leandro Tocantins para propor roteiros possíveis, salientar singularidades, sugerir leituras, filmes e percursos. “É um manifesto pessoal sobre a cidade que escolhi como morada por mais de duas décadas” escreve o autor na apresentação da obra, que tem apoio da pró-reitoria de Extensão Universitária e Cultura da Unesp, parceira do Instituto Peabiru, que o autor preside há quase trinta anos.
A Casa da Floresta Unesp Peabiru, no município do Acará, funciona como espaço de encontros e aprofundamento de temas que atravessam o Guia-me Belém e está aberta a visitas mediante agendamento. O lançamento contará com um bate-papo com o autor, com participação do historiador Aldrin Moura de Figueiredo, professor e pesquisador da Faculdade de História da Universidade Federal do Pará, com atuação nas áreas de história, arte e memória na Amazônia e membro do Instituto Histórico e Geográfico do Pará.
João Meirelles nasceu em São Paulo, em 1960, e desde 2004 vive em Belém. Já publicou dezoito livros, metade deles dedicados à Amazônia. Com “O Abridor de Letras”, que trata do universo ribeirinho, venceu o Prêmio Sesc de Literatura (2017), na categoria contos. Atua há mais de quatro décadas no terceiro setor e, desde 1998, está à frente do Instituto Peabiru, organização da sociedade civil que se dedica à agenda de direitos da Amazônia. Sua trajetória o consolidou como referência nos estudos sobre Amazônia e na literatura de viagens, articulando território, cultura, história e meio ambiente.
O Sesc Ver-o-Peso fica no Boulevard Castilhos França, 522 – Campina, Belém- PA.











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