0
 

O presidente Lula elevou o combate ao crime organizado ao status de ação de Estado, em estratégia que envolve a atuação integrada e permanente de órgãos do Executivo, do Ministério Público e do Poder Judiciário. A decisão foi anunciada ontem, 15, pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima, após reunião com ministros de Estado, autoridades do sistema de Justiça e dirigentes de órgãos estratégicos como a Polícia Federal, a Receita Federal, o Banco Central e o MP. O ministro admitiu a gravidade do avanço do crime organizado no país e a necessidade de resposta à altura. A nova diretriz reconhece que ações isoladas de governo, ainda que eficientes, não são suficientes para enfrentar organizações criminosas que atuam de forma estruturada, transnacional e com forte poder econômico.

A proposta prevê que Polícia Federal e Receita Federal sigam atuando na persecução penal e fiscal, mas em sintonia institucional com o MP e o Judiciário, de modo a garantir maior efetividade às investigações, denúncias e decisões judiciais. A articulação envolve também o Conselho Nacional de Justiça e o CNMP. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Alexandre de Moraes, sinalizaram no sentido de viabilizar um espaço institucional de cooperação permanente. 

Outro eixo central é o enfrentamento do poder econômico das organizações criminosas. Segundo Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, é essecial priorizar ações de inteligência e planejamento para atingir o chamado “andar de cima” do crime organizado.

Água mística e trovas da terra em José Wilson Malheiros da Fonseca.

Anterior

Policiais de Lisboa acusados de tortura e violações a vulneráveis e imigrantes

Próximo

Você pode gostar

Mais de Notícias

Comentários