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A Universidade Federal do Pará alcançou um resultado sem precedentes na mais recente Avaliação Quadrienal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Dos seus 97 programas de pós-graduação, 92 foram efetivamente avaliados e 35 subiram de nota. O desempenho não apenas dobra o número de cursos com selo de excelência internacional, mas também redesenha o mapa da ciência no Pará, garantindo as condições para a criação de sete novos cursos de doutorado fora da capital.

A UFPA agora conta com quatro programas com a nota máxima (7), o dobro da avaliação anterior. Aos programas de Geologia e Geoquímica (IG) e Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido (NAEA), somam-se agora os de Ecologia e de Genética e Biologia Molecular, ambos do Instituto de Ciências Biológicas (ICB). Além disso, os programas nota 6 saltaram de cinco para dez unidades, consolidando um novo patamar de inserção internacional.

O sucesso espelha a política institucional implantada pelo professor doutor Gilmar Pereira, reitor da UFPA, que soube aliar crescimento e qualidade técnica. Ele enfatiza que os resultados reforçam a relevância da universidade pública para o país: “O desenvolvimento deste estado e deste país depende muito das universidades federais e, no caso da Amazônia, esse papel é fundamental”.

O grande diferencial da gestão está no fortalecimento do modelo multicampi. Pela primeira vez na história, programas sediados fora de Belém atingiram a nota 5, caso de Castanhal (Ciência Animal) e Bragança (Biologia Ambiental e Linguagens e Saberes da Amazônia). O avanço da nota 3 para 4 em municípios como Tucuruí, Cametá, Abaetetuba, Ananindeua e Altamira permitirá a expansão dos doutorados nestas cidades, democratizando o acesso à formação de alto nível no interior do Pará.

A pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Iracilda Sampaio, atribui o desempenho ao rigoroso planejamento e ao suporte técnico oferecido pela Propesp na revisão dos relatórios anuais. “Esse é um trabalho de equipe. Todo o planejamento executado com cuidado teve esse resultado extraordinário. A UFPA se consolida como protagonista na região amazônica”.

O reitor Gilmar Pereira resume essa identidade como “plural e singular”, capaz de dialogar com os grandes centros mundiais sem esquecer suas bases locais. “Estamos consolidando uma política que referenda nossa tese de uma universidade multicampi que consegue se colocar nessa dinâmica entre a sede na capital e os campi do interior, graças a uma determinação que viemos fazendo ao longo dos anos. Cada programa que melhora sua nota significa mais pesquisa, mais formação qualificada e mais soluções para os problemas da nossa região”.

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