Publicado em: 11 de janeiro de 2026
Minha querida Irmã Henriqueta agora é só luz, certamente está em paz nos braços de Deus, junto ao amado bispo Dom Azcona. Com o coração doído, um buraco no peito, as palavras me fogem. Vou sentir muita saudade das nossas conversas, confidências, sonhos. De sua coragem e disposição. Tínhamos combinado que no seu retorno dessa viagem à Paraíba iríamos reunir com Mary Cohen, Fabrício dos Anjos, Norma Miranda, Aline Brelaz, Ima Vieira, Rodrigo Leite, Genylton Rocha e demais membros do Instituto Dom Azcona na minha casa, para celebrar a vida, a amizade e fazer o planejamento anual do IDA.
Mas os desígnios divinos eram outros. Ela faleceu por volta das 17h deste sábado, em um acidente de carro na BR-230, próximo à entrada de Galante (PB), quando se deslocava de Campina Grande a João Pessoa. O condutor do veículo perdeu a direção em uma curva, o carro bateu em um barranco e capotou e ela ficou presa entre as ferragens. Uma sobrinha, o marido da sobrinha e um amigo estavam junto e sobreviveram. Eles retornavam do casamento de uma pessoa da família.
Partilhamos, desde 2009, primeiro na Comissão Justiça e Paz da CNBB Norte 2 (Pará e Amapá) e depois quando fundamos o Instituto Dom Azcona, 16 anos de luta contra abuso e exploração infantojuvenil, tráfico de pessoas, trabalho escravo, trabalho infantil, violência contra a mulher e idosos, racismo e discriminação por qualquer meio. Minha filha, Gabriella Florenzano, escreveu o roteiro, produziu e dirigiu o documentário Três Marias, destacando a atuação da Irmã Henriqueta e das Irmãs Josefa e Maria Raimunda no amparo de crianças e adolescentes marajoaras, bem como a de Dom Azcona, que eram e continuarão a ser nossa inspiração. O Marajó é nosso denominador comum. É impossível não amar esse mundão de águas e de gente que precisa tanto de atenção e cuidados.
Que Deus acolha a nossa Irmã Henriqueta e conforte seus familiares e a todos nós que a amávamos tanto.









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