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A princesa Abze Djigma, de Burkina Faso, uma das principais vozes globais na luta por justiça climática e inclusão social, participou nesta segunda-feira (17) do evento “Para além de Belém: o legado da COP30”, promovido pelo Pacto Global da ONU – Rede Brasil, no âmbito da conferência climática que transforma a capital parauara no epicentro das discussões ambientais mundiais.

Reconhecida internacionalmente por sua atuação no empoderamento de mulheres e jovens nos países em desenvolvimento, Sua Alteza Real, Dra. hc Abze Djigma, é descendente direta da princesa guerreira Yennenga, figura lendária do século XII e ancestral do povo Mossi. Além de presidir a Fundação HRH Princess Abze Djigma, ela ocupa funções estratégicas em organismos multilaterais: é copresidente do Comitê de Fortalecimento de Capacidades da UNFCCC em Paris, coordenadora adjunta do programa Caminhos para uma Transição Justa em nome dos Países Menos Desenvolvidos, e comissária da Comissão Global para Acabar com a Pobreza Energética.

A princesa lidera também o West African Solar Pack (WASP) e é embaixadora de Energias Renováveis e Eficiência Energética de Burkina Faso, além de ter chefiado a delegação de seu país em diversas Conferências das Partes da ONU sobre Mudança do Clima (COP23, COP24 e COP25). É ainda fundadora da AbzeSolar SA e criadora do token cooperativo YAM®, parte da iniciativa MAMA-LIGHT®, que promove acesso à energia sustentável para mulheres, microempreendedores e crianças, fortalecendo o setor informal e gerando empregos verdes. O projeto foi reconhecido pela ONU em 2015 como uma das 14 soluções mais inovadoras para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

No evento em Belém, sediado na FIEPA, Abze Djigma participou do painel “Fireside Chat”. A iniciativa busca compromissos para uma economia de baixo carbono e propor diretrizes para a transição justa no setor privado, sob o lema de que não há sustentabilidade sem inclusão social e energética.

Em 2016, Ban Ki-moon, então secretário-geral das Nações Unidas, convidou a princesa para a cerimônia de assinatura do Acordo de Paris, em reconhecimento à sua liderança no combate à crise climática. Desde então, Abze Djigma tem se tornado uma figura central nas discussões sobre transição energética, governança climática e valorização dos saberes locais, defendendo que “o futuro sustentável depende do poder das comunidades e do conhecimento ancestral que orienta a convivência equilibrada entre pessoas e natureza”.

Confira a entrevista exclusiva para o Uruá-Tapera:

Gabriella Florenzano
Cantora, cineasta, comunicóloga, doutoranda em ciência e tecnologia das artes, professora, atleta amadora – não necessariamente nesta mesma ordem. Viaja pelo mundo e na maionese.

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