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O Pará se manteve unido, por 2.363.561 (66,60%)
votos contra 1.185.546(33,40%).
4.848.495 de eleitores foram às urnas, 1.246.646 (25,71%) se abstiveram. Foram 14.895(0,41%) votos em branco,
37.847(1,05%) nulos e 3.549.107 (98,54%) válidos. A apuração foi totalizada às
0:40:45 horas de hoje.
Mas um relevante recado foi dado: quase um
milhão de duzentos mil eleitores manifestaram sentimento separatista. Trata-se
de um número expressivo. O Pará jamais será o mesmo depois do plebiscito. O
governador Simão Jatene tem diante de si a enorme responsabilidade de curar as
feridas que estão sangrando. Olhar e trabalhar o interior de todo o Pará de
modo igualitário, como nunca foi feito antes. Todos vamos cobrar.
Não à toa, cerca de 99% dos 200 mil eleitores de Santarém disseram
“sim” à criação do Estado do Tapajós.
Em Marabá, o
Estado de Carajás obteve 93,2% dos 100 mil votos da cidade. Em Belém, 94,8%
foram contra Carajás e 93,8% contra Tapajós. De tudo, a lição é: não há
vencedores, nem vencidos; nada temos a comemorar, e muito para trabalhar.
Se as
crianças do Marajó são exploradas sexualmente em troca de um litro de óleo
diesel, é porque no arquipélago não há energia elétrica suficiente, nem
defensores públicos, promotores de justiça, juízes que lhes proporcionem acesso
à Justiça, nem políticas públicas que evitem tal selvageria. Não podemos mais
suportar que nossa energia abasteça o sul/sudeste e fiquemos com o apagão e as
mazelas sociais, que as grandes empresas aqui se estabeleçam, faturem rios de
dinheiro e deixem em troca montanhas de miséria. Não podemos fechar os olhos
para a corrupção que assola as prefeituras, câmaras municipais e as
instituições de modo geral. É a ausência do Estado e o desvio de dinheiro
público que deixa pessoas morrerem na rua por falta de assistência, crianças e
adolescentes sem educação, pequenos produtores sem ter como escoar nem
comercializar, permite a explosão da violência em todas as suas nuanças,
inclusive o tráfico humano e de drogas.
Ano que vem
teremos eleições. Os eleitores certamente estarão mais atentos aos candidatos,
começaremos uma depuração rumo ao bem estar social que todos desejamos. Quem
viver, verá.
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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