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A Lei Orgânica
do Fisco foi aprovada pela Alepa à unanimidade, após exaustivas negociações com
o Executivo e intensa articulação com os deputados. Toda a categoria ficou
unida no movimento, varando a madrugada da quarta-feira em discussões técnicas. 
O presidente
do Sindifisco, Charles Alcântara, destacou o espírito moralizador da nova lei.
É um divisor de águas na nossa história,
pois ela reforça o ideal ético que o Fisco serve ao Estado, e não a governos.
Isso resume o propósito da Lei Orgânica do Fisco. Mesmo que a lei não atenda
plenamente esse ideal ético, ela abre os caminhos para alcançá-lo”
.
O Conselho
Superior da Administração Tributária (CONSAT), órgão colegiado composto por
integrantes das carreiras da AT, com exceção do secretário da Fazenda, que o
presidirá, será a instância máxima de direção da Administração Tributária do
Estado do Pará. Outra novidade é o Subsecretário da Administração Tributária,
que substitui o atual secretário-adjunto de receitas, cujo papel se assemelha
ao do titular da Secretaria da Receita Federal.

O sistema de mérito será aplicado tanto para a composição de lista, com base na
qual o chefe do Poder Executivo nomeará o Subsecretário da Administração
Tributária, quanto para a seleção de candidatos aos demais cargos comissionados
de direção e coordenação inerentes à AT. O sistema de mérito fortalece o Fisco
como órgão de excelência técnica, dotado de pessoal altamente qualificado,
dedicado ao constante estudo e aperfeiçoamento profissional.

Charles Alcântara
lembrou, ontem, emocionado, o assassinato do fiscal da Sefa Daniel Lira Mourão pelo
então deputado Vavá Mutran, o que lhe custou a cassação do mandato. E revelou
que foi salvo em 1998 pela inteligência da Secretaria de Segurança do Estado –
O secretário era Paulo Sette Câmara e o delegado geral Gilvandro Furtado -, que
descobriu um plano para assassiná-lo em Castanhal, onde era delegado da Sefa. Um
pistoleiro de aluguel já estava a postos para a execução. Sem dúvida, auditores e
fiscais cumprem importantes e perigosas atribuições, e não podem ficar à mercê
de indicações políticas nem virar alvo de criminosos.
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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