0
 
O
escritor e dramaturgo Edyr Augusto Proença, que deu um belo exemplo restaurando
um casarão no bairro da Campina, na esquina da Rua Riachuelo com a 1º de Março,
e nele criou um espaço cultural, o teatro Cuíra, denuncia que mais uma casa,
bem antiga, foi derrubada de trás para a frente e, ao que tudo indica, vai virar estacionamento. O bairro, que viveu o
seu apogeu no período da Belle Épòque, está em plena decadência, pela própria
falta de estímulo oficial.
O Monumenta, o
maior programa de incentivo à preservação patrimonial do País, coordenado pela
prefeitura, direciona recursos federais a projetos de reforma e restauração de 
fachadas e relega a segundo plano a
manutenção das estruturas, instalações elétricas e a parte interna do casario.
E assim a memória de Belém, quase quatrocentona, se vai.

Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

Jornalistas no olho do furacão

Anterior

Comarca de Santarém pode virar de 3ª entrância

Próximo

Você pode gostar

Comentários