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Em Oriximiná, os abusos dos agentes da Coordenadoria Municipal de Trânsito há muito vinham sendo denunciados ao Ministério Público e ao prefeito Luiz Gonzaga Viana(Solidariedade). A falta de providências estimulou a continuidade da conduta e a revolta da população local. Na noite de terça-feira passada, por volta das 21h, o motociclista Carlos Diogo Tavares, que trafegava sem capacete, foi parado em uma blitz. Mas a abordagem foi violenta e o rapaz caiu, bateu a cabeça e foi levado para o Hospital Municipal de Oriximiná, sangrando muito, com várias escoriações e um corte na região posterior da cabeça. Uma multidão indignada incendiou a sede e as viaturas do Comtran e depredou as residências dos agentes de trânsito, que fugiram da cidade. Na confusão generalizada, ninguém foi preso porque o efetivo sob o comando do capitão Marcelo Ribeiro é de apenas 38 PMs,  insuficiente para conter a turba. Quinze policiais militares foram deslocados de Santarém para dar apoio. O clima é tenso na cidade e o prefeito está se omitindo na resposta que precisa dar à população. Afinal de contas, a prefeitura responde pelos atos de seus agentes.

 

Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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