Publicado em: 31 de maio de 2016
Os defensores públicos estaduais estão estupefatos. Hoje, último dia do prazo para nomear o novo Defensor Público Geral do Estado do Pará, o governador Simão Jatene escolheu Jennifer de Barros Rodrigues Araújo, a terceira colocada na lista tríplice escolhida em votação direta por toda a categoria, no último dia 13 de maio. O mais votado foi José Adaumir Arruda (125 votos), que é o atual subdefensor público geral; em 2º lugar ficou Marialva Santos (92 votos) e em 3º Jennifer Araújo (71 votos). Em seus três mandatos, é a primeira vez que Jatene não acolhe o primeiro colocado em lista tríplice e escolhe a última. E em seu decreto de nomeação ainda fez referência a um “despacho analítico” da PGE, sem explicar de que se trata. Curioso é que, logo após a homologação do resultado da eleição direta, Marialva declarou: “deve prevalecer a legitimidade da escolha da categoria, logo, não me sentiria à vontade caso o governador me escolhesse”, e Jennifer afirmou que considerava o sucesso do defensor José Arruda o sucesso de todos. Jennifer é muito respeitada e querida por todos, mas foi criada uma situação delicada com seus colegas.
O maior desafio é conseguir alocar os recursos necessários para o órgão na Lei de Diretrizes Orçamentárias, que tramita na Alepa. Dos 144 municípios paraenses, só 44 dispõem de defensores. Não é preciso pensar muito para verificar que a situação é crítica e o déficit reforça a desigualdade social. Em recente concurso foram aprovados e classificados 54 novos integrantes da carreira, mas a nomeação deles depende da inclusão de recursos na LDO.









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