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Lançado em novembro 2020 pelo Banco Central do Brasil, o PIX surgia naquele momento apenas como uma inovação tecnológica, que em novembro de 2025 completa 5 anos de existência como grande agente transformador na relação da população brasileira com o dinheiro em espécie– além de ter enterrado transações como DOC e TED.

Paul Krugman, Nobel de economia em 2008, publicou em julho deste ano um artigo intitulado “O Brasil inventou o futuro do dinheiro? – E será que chegará aos Estados Unidos”, exaltando o sucesso do PIX em nosso país e criticando as instituições financeiras dos Estados Unidos, que em suas palavras são “presas a uma combinação de interesses pessoais e fantasias criptográficas”. O método de pagamento já foi alvo de críticas do próprio presidente Trump quando disse que o PIX “mina a competitividade”, apesar de o real motivo de suas críticas ser a perda causada pelo PIX às tradicionais bandeiras de cartão de crédito Visa e MasterCard – ambas estado-unidenses.

Dados publicados pela Ebanx, plataforma de pagamentos fundada no Brasil, demonstram a força da tecnologia implantada pelo Banco Central. O PIX é atualmenteutilizado por mais de 70% da população, girando em torno de 1,5 bilhões de transações mensais, num movimento total de R$ 85,5 trilhões até setembro de 2025. Para se ter ideia do montante, apenas em 2024 o PIX movimentou R$ 26 trilhões, sendo que naquele mesmo ano, o PIB registrado foi de R$ 11,4 trilhões. Os números trazidos corroboram com a fala de João Del Valle, CEO e cofundador do Ebanx, quando diz que “o Pix demonstrou ao longo desses cinco anos o enorme impacto que os pagamentos digitais têm na inclusão financeira e no desenvolvimento econômico de um país”.

Para o futuro ainda há o que se desenvolver, como uma maior interoperabilidade entre bancos internacionais.Porém os avanços trazidos atualmente em modalidades como PIX parcelado, recorrente e por aproximação, já demonstram que o PIX só tende a se fortalecer cada vez mais, levando consigo a bandeira da inventividade brasileira no setor financeiro global.

Daniel Leite Teixeira
Daniel Leite Teixeira é analista de sistemas da Advocacia-Geral da União, Mestre em Gestão de Tecnologia da Informação pela Universidade de Lisboa, especialista em Redes de Computadores pela UFPA, músico e guitarrista da Ultranova.

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