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 Foto: Centro Histórico de Belém

 Fotos: Cláudio Santos
Foto: Cristino Martins
Tombado pelo Iphan em 1977, o Complexo do Ver-o-Peso é um
dos principais cartões postais de Belém e completa 387 anos hoje. Maior feira
aberta da América Latina e uma das “Sete Maravilhas do Brasil”, título atribuído
pelo HSBC e Revista Caras, em 2008, traduz os reflexos e heranças da presença
dos europeus, africanos e indígenas no Pará.
Fundado em março de 1687, funcionava como entreposto
fiscal, onde os portugueses estabeleceram um rígido controle alfandegário na
Amazônia, a casa do Haver o Peso – onde um funcionário público com uma balança
mediava as transações comerciais da época para conferir o peso exato das
mercadorias e cobrar os respectivos impostos para a coroa portuguesa.
Em meados de outubro de 1839, o espaço foi arrendado e
destinado à venda de peixe fresco. Desde então, o Ver-o-Peso, com seus 30 mil
metros quadrados, é integrado pelo Mercado de Carne, Mercado de Peixe, Praça de
Alimentação, Solar da Beira e Feira do Açaí e recebe, diariamente, cerca de 50
mil pessoas, entre elas, turistas do mundo inteiro.
Às margens da baía do Guajará, antes do amanhecer lá estão
os feirantes, com suas sacas, sacolas e carros de mão abastecidos com peixes,
aves, carnes, frutas, ervas medicinais, verduras, artigos regionais e plantas
ornamentais, iguarias típicas da Amazônia, cruzando as ruas do Comércio, num
movimento frenético. O Ver-O-Peso não dorme. Tem vida própria. Pena que Belém
ainda não conseguiu garantir a segurança de quem quer aproveitar seus encantos.
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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