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Patrimônio cultural do Pará e do Brasil, reconhecida pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan), a Marujada em Bragança, na região Nordeste do Pará, é um ritual bicentenário protagonizado pelas mulheres, entre os dias 18 e 26 de dezembro. Inclui procissão, missas, arraial, marujas e marujos com suas roupas nas cores vermelha ou azul, dependendo do dia em que se apresentam. comitivas de esmoladores, alvorada, hasteamento e derrubada do mastro. A Festa de São Benedito, o santo preto padroeiro de Bragança, da qual surgiu a Marujada, é manifestação que reafirma a identidade cultural dos munícipes, o sentimento de pertencimento que mantém viva a história. Há, também, Marujadas em outros municípios da microrregião bragantina, como Quatipuru, Tracuateua, Augusto Corrêa, Primavera e Capanema, e, na microrregião de Belém, em Ananindeua, onde celebram São Sebastião como padroeiro.

A Festividade de São Benedito era organizada desde 1798 pela Igreja católica e a Irmandade do Glorioso São Benedito, que surgiu oficialmente como entidade religiosa em 1798, a pedido de catorze escravos que, em gratidão, saíram às ruas de Bragança dançando em frente às casas de seus senhores, fazendo exibições coreográficas, e se transformou no século XX em sociedade civil, tendo à frente pessoas leigas. Esse cunho religioso e profano gerou conflitos, administrados através dos séculos, e longa disputa judicial sobre a Irmandade e seus bens, da qual saiu vencedora a Diocese de Bragança e então foi criada a Irmandade da Marujada, entidade civil que surgiu após a dissolução da Irmandade do Glorioso São Benedito. 

A festa de São Benedito e a Marujada são lindas. Ao som do retumbão, a emoção perpassa a multidão que a cada ano aumenta, com a adesão de pessoas de fora do município que se encantam com a devoção e a mistura do sagrado e do popular.

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