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Turandot no Festival de Ópera do Theatro da Paz


Hoje às 20h o Festival de Ópera do Theatro da Paz apresenta a segunda récita de Turandot, última obra de Giacomo Puccini. A montagem é tradicional e o enredo, trágico: a mimada princesa chinesa Turandot sofreu um trauma que a fez odiar todos os homens, daí mata-os por capricho. Obrigada a se casar, propõe enigmas aos pretendentes. Se acertarem, ganham a sua mão. Caso contrário, perdem a vida e suas cabeças se somarão às dezenas de outras expostas no castelo. 


Destaque para Eliane Coelho (no papel da princesa Turandot), considerada a maior diva brasileira da música lírica e a mais completa desde Bidu Sayão, incensada pela crítica especializada, há 40 anos na Europa. Com o amadurecimento, a voz passou de soprano de coloratura para spirito, o que permite a ela incorporar os mais dramáticos e complexos papeis de Puccini e Verdi, os papas da ópera. Professora do Conservatório de Viena, estimula seus alunos à ousadia de se arriscar em montagens modernas, e ela mesma encara tais desafios. Em 2003, por exemplo, interpretou Turandot num traje colante de couro preto, com uma faca e encenando golpes ninja enquanto cantava. No cenário, entrava pela barriga de um grande urso de pelúcia e, ao invés de um gongo, havia um telefone móvel para comunicação. 

O tenor Richard Bauer (na pele do príncipe Calaf), vive um dos momentos de incrível força emotiva, ao cantar Nessum Dorma, uma das árias mais conhecidas do mundo, popularizada e eternizada pelo grande Luciano Pavarotti, na opinião de muitos o seu melhor momento: ele  parece quase tocar o céu, um momento mágico que transmite de forma notável. 

Integram o elenco os solistas Sávio Sperandio (rei tártaro Timur), Homero Velho (chanceler Ping), Giovanni Tristacci (ministro Pong) Antônio Wilson Azevedo (cozinheiro Pong), Andrey Mira e Idaías Souto (mandarins), e as paraenses Kézia Andrade e Luciana Tavares se revezam no papel da escrava Liù. O tenor Mauro Wrona, que já representou o papel em várias montagens no Brasil e no exterior, e participa na direção do Festival há muitos anos, vive o Imperador Altoum

A montagem de “Turandot” para o Theatro da Paz –  promoção do Governo do Pará, via Secretaria de Estado de Cultura, com apoio da Academia Paraense de Música – mobilizou cerca de 200 artistas,  incluindo mais de 90 músicos da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz, regida pelo maestro Miguel Campos Neto. Aos cerca de 60 integrantes da OSTP foram acrescidos mais 25, da Orquestra Sinfônica Altino Pimenta (da EMUFPA) e Orquestra Jovem Vale Música. Sob a direção do maestro Vanildo Monteiro, também atuam com brilho na ópera o Coral Lírico do Festival e o Coral Infantojuvenil Vale Música. A direção é de Caetano Vilela, que também concebeu a iluminação. 

O cenário é baseado no jogo de montar tangram e tem várias peças desdobradas e montadas à frente da plateia, em meio às cenas.
As colunas, com mais de quatro metros de altura, são revestidas de lonas pintadas por Hirsch, que também é artista plástico, e fazem referência ao Ano do Tigre no horóscopo chinês. Uma “cortina” com 70 cabeças humanas, feitas em miriti, pende do palco.
O figurino é do colombiano Adán Martinez, que o confeccionou na Colômbia, com ajuste das peças pelo paraense Hélio Alvarez e sua equipe. 
Outras récitas de Turandot serão apreciadas neste domingo (25) e na terça (27), sempre às 20h. Mas todos os ingressos já estão esgotados.

O secretário de Estado de Cultura, Paulo Chaves, e o diretor do Festival, Gilberto Chaves, conseguiram manter a tradição apesar do orçamento apertado, e o concerto de encerramento do Festival, a exemplo de todos os anos, será ao ar livre, em palco montado em frente ao Theatro da Paz, na praça da República, no dia 1º de outubro de 2016, às 20h.

As fotos são de Mácio Ferreira.

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