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O promotor de Justiça Agenor de Andrade e a procuradora da República Nathália Mariel inspecionaram a balsa que faz a travessia do município de São Geraldo para Xambioá (TO), no rio Araguaia, única ligação entre as cidades. São muitas as reclamações recebidas pela má qualidade dos serviços prestados pela empresa Pipes (Pedro Iran Pereira do Espírito Santo), que detém a concessão: não existe banheiro,  os coletes são insuficientes para todos os passageiros e não há um só para crianças, nem local para se guardarem malas; além disso, falta segurança e mecanismo de acessibilidade para deficientes físicos e ainda por cima foi detectado trabalho infantil na embarcação. 

O Ministério Público Federal em Marabá já abriu inquérito civil para apurar responsabilidades. A fiscalização é de competência federal, porque o Araguaia é um rio que atravessa cinco estados brasileiros. A gerência da balsa argumenta que o transporte é fiscalizado pela Marinha do Brasil em Palmas (TO) e pela Agência Nacional de Transportes Aquáticos em Goiânia (GO). Marinha e ANTT deverão informar ao MPF em até 15 dias sobre as datas e os resultados das últimas fiscalizações no trecho.
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

Prática nefasta

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