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 “Belém do Pará”, de Joseph León Righini
 “La Sirène”, de Denys Puech
Obra de Ruy Meira
Continua até o dia 28 de fevereiro a exposição Tempo em Recortes, com doze obras produzidas até 1980, ilustrativas da arte preservada e difundida no acervo do Museu da UFPA, que, este ano, completa 30 anos de funcionamento.
A mostra tem obras de Joseph Leon Righini, Theodoro Braga, Antonieta Feio, Benedito Mello e de outros importantes artistas, nascidos no Pará ou com forte ligação com o Estado. Com 
curadoria da professora Jussara Derenji, diretora do MUFPA, a exposição Tempo em Recortes é uma parceria com a Editora da UFPA. 

A obra do italiano Joseph León Righini, considerado o maior paisagista da Amazônia no século XIX, homenageia Belém no mês de seu aniversário e demonstra a riqueza do acervo da instituição. Seu óleo sobre tela “Belém do Pará”, de 1868, medindo 105 x 210 cm, é a pintura exposta em museu brasileiro que traz o mais antigo registro da cidade. Autor de pinturas, desenhos e aquarelas, chegou ao Brasil como cenógrafo. Durante as quase três décadas em que aqui viveu, a maior parte em Belém, foi também professor de Desenho, gravador e fotógrafo, e dedicou grande parte de sua longa estada na região ao registro de cenas urbanas e, de forma pioneira, da natureza ao seu redor. A obra tem uma história curiosa: pertenceu ao Imperador D. Pedro II, que presenteou à sobrinha Francisca de Orléans, por seu casamento com o Duque de Chartres, na França. Décadas depois, o quadro seria comprado em Paris e trazido a Belém, em 1965, para integrar o acervo da UFPA. Joseph León Righini morreu em Belém, em 1884, na Santa Casa, em situação de miséria. Seus bens foram leiloados em hasta pública no Pará. A divulgação de sua obra cumpre também a função de resgatar a memória do artista. 

Outro destaque da exposição é a escultura “La Sirène”, de Denys Puech, que também é o símbolo do Museu da UFPA, e a tela “Heróis do Rio Formoso”, 1939-1940, de Theodoro Braga, que precisou passar por minucioso restauro antes de compor a mostra. 

Antonieta Feio, com “Retrato de Mulher”, e Carmen Sousa, com a escultura premiada “Cabeça de Negra Paula”, consideradas personalidades femininas mais importantes dos anos 1930-50 nas artes paraenses, também pontificam na mostra. Há, ainda, trabalhos preciosos de Armando Balloni, Augusto Morbach, Benedicto Mello, Carmen Sousa, Manoel Pastana, Ruy Meira e Valdir Sarubbi, todos do acervo do MUFPA. 

A visitação é de terça a sexta, das 9h às 17h; no sábado e domingo, das 10h às 14h.
O Museu da UFPA fica na Av. Governador José Malcher, nº 1192, bairro de Nazaré, em Belém.
Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, presidente da Academia Paraense de Jornalismo, membro da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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